Política Ministra da Justiça acusa PS de recusar diálogo num momento difícil para o país

Ministra da Justiça acusa PS de recusar diálogo num momento difícil para o país

Paula Teixeira da Cruz acusou quinta-feira à noite o PS de recusar o diálogo com o Governo, numa altura difícil para o país e em que surgem movimentos radicais europeus que podem ser uma ameaça para a democracia.
Ministra da Justiça acusa PS de recusar diálogo num momento difícil para o país
Bruno Simão/Negócios
Lusa 08 de novembro de 2013 às 01:51

"Ao PS cabe a responsabilidade de se pôr à margem de uma tentativa construtiva de diálogo, ao contrário do que acontece em toda a Europa", disse Paula Teixeira da Cruz, salientando a importância do diálogo entre os principais partidos políticos.

 

"Nós temos a democracia como algo adquirido. Não é. A democracia não é um dado adquirido. Ou todos os acreditam na democracia se juntam, ou se separam. E os sinais que atravessam a Europa são realmente preocupantes", acrescentou Paula Teixeira da Cruz, manifestando preocupação com alguns movimentos radicais de extrema-direita que parecem estar a ganhar terreno nos países europeus.

 

Confrontada com as declarações de António José Seguro em entrevista à TVI, em que o líder socialista desafiou o executivo a apresentar propostas concretas, assegurando que o PS não assina de cruz nem passa cheques em branco ao executivo PSD/CDS, Paula Teixeira da Cruz garantiu que fez chegar ao PS várias propostas para a reforma da Justiça, que não tiveram resposta.

 

"Estas reformas foram conseguidas com todos [os operadores do sector judiciário], não foram reformas encomendadas nem pedidas a empresas fora do sistema. Foram reformas feitas a uma mesma mesa com todos os profissionais forenses", frisou, salientando que essas reformas já mereceram referências positivas do `Economist´ e da própria Comissão Europeia.

 

Paula Teixeira da Cruz revelou, no entanto, que as propostas que ela própria enviou para o parlamento tiveram contributos dos outros partidos com representação parlamentar, que não do PS. "A última resposta que recebi do PS, na primeira comissão, foi que o Partido Socialista não era assessor do Governo", relatou.




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