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Ministro: "O SNS está melhor, muito melhor que há dois anos"

Ainda faltam muitas centenas de milhões de euros ao Serviço Nacional de Saúde mas, como "não se reconstroem serviços públicos em dois anos", os problemas não estarão resolvidos até 2019, diz Adalberto Campos Fernandes em entrevista ao Público e à RR.

Adalberto Campos Fernandes - Saúde: O ex-presidente do Centro Hospitalar de Lisboa Norte mantém a tradição do antecessor, Paulo Macedo, e é o segundo ministro mais elogiado, com 14,4% dos inquiridos a considerarem-no o melhor do Executivo. Neste particular, Adalberto Campos Fernandes, 57 anos, só perde para Mário Centeno, embora este especialista e mestre em Saúde Pública seja apontado por muito menos gente (3,7%) como o pior governante da equipa de António Costa.
Bruno simão
Negócios com Lusa 19 de Abril de 2018 às 09:18
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Desde 2010 que a Saúde não recebia tantos recursos financeiros, mas ainda há "muitas centenas de milhões de euros em atraso no investimento" do sector, reconhece Adalberto Campos Fernandes ao Público e à RR. Ainda assim, "o SNS está melhor, muito melhor que há dois anos", garante o ministro da saúde.

Em entrevista ao Público e à RR, o ministro da Saúde afirma que "os problemas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) não estarão resolvidos em 2019" e é preciso ter forças para continuar apesar da contestação, porque são necessárias duas legislaturas para recuperar do desinvestimento no sector.

 

"Desde 2010 que não tínhamos tantos recursos financeiros" atribuídos à Saúde, sublinhou, "mas é verdade que o país precisa de muito mais".

 

Adalberto Campos Fernandes frisou que "não se reconstroem serviços públicos em dois anos. É necessário prosseguir este esforço numa legislatura seguinte".

 

Na opinião do ministro, não é possível ter um bom SNS "sem ter um Estado forte e capaz de o sustentar". Os partidos, à esquerda e à direita, terão de perceber esta premissa para que não "iludam os portugueses", disse.

 

Questionado sobre a proposta do Bloco de Esquerda em acabar com as taxas moderadoras, o ministro afirmou que as mesmas "nunca foram um mecanismo de financiamento, mas de indução de uma procura mais inteligente ou adequada".

 

"Podemos avançar, por exemplo, no sentido de abrandar ou reduzir mais as taxas nos cuidados de saúde primários, em detrimento dos cuidados hospitalares", retorquiu.

 

Na mesma entrevista, Adalberto Campos Fernandes afirmou ser "desfavorável à legalização da eutanásia" por questões de "consciência, pessoais e individuais", mas sublinhou que respeitará a decisão dos deputados.

 

"Eu, em termos políticos, enquanto ministro da Saúde, agirei no Governo de acordo com o que for o resultado da votação parlamentar e da decisão maioritária dos representantes do povo", disse.

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