Política Montenegro: "Não vale a pena anunciarem a minha morte política"

Montenegro: "Não vale a pena anunciarem a minha morte política"

"Aqui não há nenhum equívoco e nenhuma dúvida ele é o vencedor destas eleições, é credor do nosso cumprimento", afirmou Luís Montenegro, que reclamou representar os votos de cerca de 47% dos militantes do PSD.
Montenegro: "Não vale a pena anunciarem a minha morte política"
António Pedro Santos/Lusa
Lusa 18 de janeiro de 2020 às 22:47
O candidato à liderança do PSD Luís Montenegro reconheceu hoje a derrota nas eleições diretas e disse que já telefonou ao presidente Rui Rio a saudá-lo pela vitória, pedindo-lhe que tenha "a capacidade de devolver a unidade ao partido".

"Aqui não há nenhum equívoco e nenhuma dúvida ele é o vencedor destas eleições, é credor do nosso cumprimento", afirmou Luís Montenegro, que reclamou representar os votos de cerca de 47% dos militantes do PSD.

O candidato derrotado à liderança do PSD, Luís Montenegro, avisou que "não vale a pena anunciarem" a sua morte política, considerando que essa notícia seria "manifestamente exagerada".

Na declaração em que reconheceu a derrota, Luís Montenegro disse que irá ao Congresso do PSD, que se realiza entre 07 e 09 de fevereiro, em Viana do Castelo, mas assegurou que, num futuro próximo, não irá assumir qualquer cargo no partido.

Questionado se admite ser candidato nas autárquicas de 2021, o antigo deputado considerou que "esta questão não se coloca" de momento.

"Eu não sou político de profissão, sou político por missão, não tenho essa visão de preocupação em relação ao meu futuro político. Estou centrado em ser um militante ativo do PSD e continuar a contribuir e colaborar para que o partido tenha êxito nos seus diversos combates", afirmou.

Montenegro foi recebido na sala do hotel onde acompanhou a noite eleitoral com demorados aplausos de pé pelos seus apoiantes, chegando acompanhado da mulher, da ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque, da mandatária nacional Margarida Balseiro Lopes, do antigo líder parlamentar Hugo Soares e do diretor de campanha e deputado Pedro Alves.



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