Política No CDS, todos os caminhos da sucessão vão dar a Nuno Melo

No CDS, todos os caminhos da sucessão vão dar a Nuno Melo

O eurodeputado Nuno Melo só anuncia se se candidata à liderança do CDS no início da próxima semana, mas já há várias movimentações no partido para que suceda a Paulo Portas. O congresso dos centristas será marcado na sexta-feira e deverá ter lugar em Março ou Abril.
No CDS, todos os caminhos da sucessão vão dar a Nuno Melo
Jorge Miguel Gonçalves/Sábado
Bruno Simões 05 de janeiro de 2016 às 20:16
Nuno Melo arranca o ano como o mais provável candidato à sucessão de Paulo Portas na liderança do CDS. O eurodeputado centrista está a receber várias manifestações de apoio nas redes sociais e vai anunciar a sua decisão no início da próxima semana, sabe o Negócios. Assunção Cristas ainda é tida como uma possível alternativa, mas recusa fazer comentários sobre o assunto.

O Conselho Nacional do CDS reúne-se na próxima sexta-feira para decidir a data do congresso, que se estima que possa ocorrer no início de Março ou de Abril - nos últimos dois fins-de-semana de Março assinalam-se o dia do Pai e a Páscoa. Nessa ocasião será ainda formada a comissão organizadora do congresso e definidos os prazos para apresentação de moções globais.

Para já, o tempo é ainda de reflexão. Hélder Amaral, deputado e um dos vogais da Comissão Executiva do partido, explica que "neste momento o mais importante é definir qual a estratégia que o partido quer seguir". "Não devemos encontrar o rosto e encaixá-lo nas linhas gerais que o partido vai seguir, mas sim o contrário", defende.

Para Hélder Amaral, que não diz, para já, quem apoia, Nuno Melo "permite uma afirmação melhor" do CDS, enquanto Assunção Cristas seguirá "uma linha de continuidade, de proximidade ao PSD". O eurodeputado, "se tiver necessidade de congregar o partido, de o colocar a seguir um caminho próprio, tem o perfil ideal", considera. Isso não significa que Assunção Cristas não consiga fazê-lo, "desde que seja eleita em consenso".

Em suma, Nuno Melo é um candidato de "ruptura", capaz de criar uma nova dinâmica, e Assunção Cristas "de continuidade", define.

O ex-presidente do CDS Madeira, José Manuel Rodrigues, diz ao Negócios que tem dificuldade em escolher Melo ou Cristas. "O meu coração balança entre os dois. Nuno Melo é mais líder partidário, Assunção Cristas é melhor para captar eleitorado", descreve.

Nas redes sociais, Nuno Melo já garantiu o apoio de Filipe Lobo d'Ávila, porta-voz do CDS e ex-secretário de Estado da Administração Interna. "Não há ainda candidatos e as preferências já são para todos os gostos. Em semana de Conselho Nacional eu manifesto a minha: Nuno Melo. Não sei se o será, mas o CDS ficaria muito bem entregue", afirmou no Facebook.

Uma declaração que recebeu o "gosto" do presidente da distrital de Braga do CDS, Altino Bessa, o distrito de onde Nuno Melo é originário (é natural da vila de Joane, em Vila Nova de Famalicão), bem como de outros deputados centristas. Curiosamente, a ex-vice-presidente do PSD, Nilza de Sena, também colocou um "gosto".

Segundo o escreveu o Expresso no sábado, Assunção Cristas só avança se Nuno Melo não apresentar a sua candidatura. Ao Negócios, a ex-ministra não quis fazer comentários. A fazer fé na informação do semanário, Cristas não será adversária de Melo.

João Almeida e Mota Soares de fora

Afastados da corrida à liderança estão já João Almeida e de Pedro Mota Soares. O primeiro vai apresentar uma moção global no congresso dos centristas e explica ao Negócios que no CDS podem ser apresentadas "moções sem um candidato à liderança associado". Será uma moção "que com certeza não irá a votos", garante o actual deputado.

Mota Soares, que foi ministro da Segurança Social, comunicou ao seu círculo mais próximo que não pretende candidatar-se à liderança do CDS, escreveu o Expresso na segunda-feira.



pub

Marketing Automation certified by E-GOI