Política Para Morais Sarmento, o PS é uma “telenovela”, o BE a Torre de Pisa e o PCP a RTP Memória

Para Morais Sarmento, o PS é uma “telenovela”, o BE a Torre de Pisa e o PCP a RTP Memória

As críticas do antigo governante foram duras e incluíram toda a oposição. Mas Morais Sarmento não deixou escapar as lanças atiradas a José Sócrates e aconselhou Passos Coelho a utilizar o seu antecessor como “barómetro” e fazer o contrário do que ele diz. Sobre uma saída à irlandesa ou um programa cautelar, o ex-dirigente social-democrata quer uma “saída à portuguesa”.
Para Morais Sarmento, o PS é uma “telenovela”, o BE a Torre de Pisa e o PCP a RTP Memória
Vítor Mota/Correio da Manhã
Diogo Cavaleiro 22 de fevereiro de 2014 às 18:50

Foi com ironia que Morais Sarmento se referiu à oposição, na sua intervenção no Congresso do PSD: o Bloco de Esquerda é uma Torre de Babel que mais parece a inclinada Torre de Pisa; o Partido Comunista Português assemelha-se à RTP Memória; o Partido Socialista, mais precisamente, o líder António José Seguro, uma telenovela.

 

“O PS faz-me lembrar as telenovelas: duas, três, quatro semanas sem ver e, quando voltamos, temos a certeza que nada mudou. Com António José Seguro passa-se sempre isto. [Passam] semanas sem o ouvir e, quando ouço, realizo que não perdi nada. Está a dizer o mesmo que dizia há três ou quatro semanas”, acusou Nuno Morais Sarmento, num discurso no XXXV Congresso do PSD, que se realiza este fim-de-semana no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

 

Esta é, segundo o antigo ministro de Durão Barroso, uma “tradição”, já que, na sua opinião, José

Enquanto José Sócrates disser que está tudo mal, podemos estar descansados que estamos [no caminho certo].
 
Nuno Morais Sarmento

Sócrates faz o mesmo. “Dois anos depois de abandonar o Governo, Sócrates continua no mesmo ponto: o seu governo fez tudo bem e este governo está a fazer tudo mal”, acrescentou o militante social-democrata.

 

Aliás, quando fez esta referência, Morais Sarmento dirigiu-se directamente ao primeiro-ministro para que utilizasse as declarações de José Sócrates como “barómetro”: “Enquanto José Sócrates disser que está tudo mal, podemos estar descansados que estamos [no caminho certo]”, ironizou.

 

As críticas à oposição não se ficaram pelos líderes socialistas. “O Bloco dá-me, cada vez mais, a sensação de serem eles a verdadeira Torre de Babel. Perderam o pretexto da língua comum. Não vão conseguir chegar a lado nenhum. É uma Torre de Babel que já está mais torta que a Torre de Pisa”, anunciou, fazendo referência à inclinação daquela infra-estrutura italiana.

 

“Fica o PCP, que me dá um misto de sentimentos. É como quando estou a fazer 'zapping' e passo pela RTP Memória”, atacou Morais Sarmento, sendo seguindo de risos dos militantes que o ouviam na intervenção. “Há uma sensação de conforto”, disse, mas é uma sensação de um “passado repassado”.

 

País precisa de saída à portuguesa

 

Estas afirmações foram feitas para Morais Sarmento provar que a oposição não deu “nenhum contributo positivo” desde 2011. “Chegámos aqui, apesar das oposições”, disse, apesar de considerar que é preciso o apoio de todos os partidos para caminhar para o futuro.

 

Esse caminho passa já por 17 de Maio de 2014, data para o fim do programa de ajustamento económico e financeiro financiado pelos credores internacionais. Mas não é de uma saída limpa (à irlandesa, em que não há qualquer financiamento internacional) nem de um programa cautelar (uma linha de crédito para momentos de dificuldade) que Portugal precisa.

 

Os portugueses precisam de uma “saída à portuguesa, que acautele o futuro”. Seguiram-se palmas dos militantes, ao mesmo tempo que dizia que os cidadãos nacionais têm direito a um acordo entre partidos que dê a garantia de que o país nunca mais seja “novamente apanhado de surpresa pela falência do país”.

 

Na intervenção, Morais Sarmento deixou, apesar das críticas à oposição, palavras de elogio a Pedro Passos Coelho, dizendo que tem uma "têmpera e capacidade de liderança" como poucos




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