Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Para o CDS, a saída do programa de resgate será “limpa”, mesmo que com cautelar

Nuno Melo recusa dizer que uma saída com recurso a linha de crédito não é “limpa”. O candidato às europeias pelo CDS/PP prefere dividir as duas possibilidades para a conclusão do actual resgate entre “saída à irlandesa” e “saída assente em linha de crédito”.

Sara Matos/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 08 de Abril de 2014 às 17:32
  • Assine já 1€/1 mês
  • 18
  • ...

Nuno Melo, o principal representante do CDS/PP na reunião que o primeiro-ministro está esta terça-feira a ter com os partidos políticos (à excepção do PS), defende que Portugal vai sair do actual programa de ajustamento económico e financeiro através de uma saída limpa.

 

“Há opção em cima da mesa por duas saídas limpas: uma à irlandesa; ou outra assente numa linha de crédito”, defendeu Nuno Melo, na declaração feita aos jornalistas após o encontro com Passos Coelho na residência oficial de São Bento. As duas são "limpas", defende.

 

O programa de resgate português tem a conclusão marcada para 17 de Maio, dia em que cumprem três anos desde o seu início. Sem o dinheiro da troika, Portugal tem, alegadamente, duas opções: ou pede uma linha de crédito preventiva (o chamado programa cautelar) para o caso de enfrentar dificuldades de financiamento directo nos mercados; ou segue a Irlanda e não pede qualquer programa preventivo, ficando sujeito às oscilações do mercado.

 

Tal como afirmou Marco António Costa, do PSD, Nuno Melo defendeu que a escolha do Governo será a “que melhor sirva o interesse do Estado português”.

 

Nuno Melo defendeu que ambas as saídas são “limpas”, “sem as condicionantes de agora”, porque representam uma "enorme diferença" face ao que existe actualmente: "um programa muito exigente, que está a ser executado, que nos sujeita a avaliações trimestrais".

 

Na sua intervenção, o eurodeputado centrista criticou ainda o secretário-geral do Partido Socialista para dizer que, há um ano, António José Seguro invocava a “inevitabilidade” de um novo resgate quando essa hipótese não está actualmente em cima da mesa.

Ver comentários
Saber mais Nuno Melo CDS Portugal Marco António Costa
Mais lidas
Outras Notícias