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Passos acusa Governo de prometer "céu como limite" e só agora "descobrir as tormentas"

O presidente do PSD acusou o Governo de ter andado dois anos a dizer que o "céu é o limite" e só agora ter descoberto "as tormentas", garantindo que vai continuar a recusar-se "a bajular" o executivo socialista.

Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 28 de Setembro de 2017 às 22:28
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Num jantar de apoio a Teresa Leal Coelho, candidata do PSD à Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Passos Coelho assegurou que o partido "não vai desistir de denunciar o que está mal, de fazer o oposto do que tanta gente faz, que é bajular o Governo na esperança de receber algum bocadinho para a sua organização e para o seu futuro".

 

"Não vá quem está à frente do Governo, qual menino mimado, aborrecer-se, irritar-se, perder a paciência e a compostura. E como isso tem acontecido tantas vezes, se fosse connosco não havia perdão", criticou, numa referência implícita ao primeiro-ministro, António Costa.

 

No seu discurso, Passos referiu-se ao que chamou de "desabafo" do secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, que na quarta-feira afirmou que é "um tormento" governar nas atuais circunstâncias, em que os vários profissionais da área têm apresentado reivindicações e protestos.

 

"É bom recordar, quer a este secretário de Estado, quer aos outros ministros, quer ao primeiro-ministro, que foi o Governo que andou durante quase dois anos a dizer que o céu era o limite e que a austeridade estava fechada", criticou.

 

O líder do PSD salientou que, "à medida que o tempo vai passando parece que as tormentas começam a chegar". "Ainda haveremos de ouvir muitos membros do Governo a sublinhar o carácter moderado, gradual, até prudente como o Governo encara o futuro", ironizou.

 

Numa referência à ex-líder do PSD Manuela Ferreira Leite, que tinha sido citada num discurso anterior pelo candidato à Assembleia Municipal de Lisboa, José Eduardo Martins, Passos Coelho salientou que muitos chamaram a atenção para "quão mal se estava a preparar o futuro".

 

"Hoje é patente que os dois anos de Governo são como o governo de Lisboa: um desperdício de oportunidades. Estamos a empurrar com a barriga só para ser bom e simpático, o país precisa de mais do que simpatia, precisa de seriedade para resolver os problemas e coragem para os resolver", afirmou.

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