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Passos Coelho critica reação do Governo a declarações de Teodora Cardoso sobre défice

  O presidente do PSD defendeu no sábado que a reação do Governo às declarações da presidente do Conselho de Finanças Públicas sobre o défice orçamental de 2016 reflete imaturidade e pouco apreço pela sociedade civil.

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, lamentou a morte do antigo Presidente da República, que classificou como 'um grande democrata' e 'um político polémico'. 'É um dia triste para todos os portugueses', referiu Passos Coelho, à margem de uma visita à Santa Casa da Misericórdia de Barcelos. Para Passos Coelho, 'será impossível' escrever a História de Portugal das últimas dezenas de anos 'sem nelas encontrar referências múltiplas à intervenção política de Soares, em muitas ocasiões decisiva'. 'Como um grande democrata que foi, o doutor Mário Soares foi também um político polémico, que combateu pelas suas ideias, há de ter feito muitos amigos, terá tido também com certeza muitos adversários ao longo de todos estes anos', acrescentou.
Passos Coelho endereçou uma mensagem de 'sentido pesar' à família e uma mensagem 'de condolências' ao PS, partido de que Mário Soares foi fundador.
Lusa 05 de Março de 2017 às 01:07
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Num jantar que reuniu em Oliveira de Azeméis cerca de 500 mulheres sociais-democratas, Pedro Passos Coelho referiu-se a recentes declarações de Teodora Cardoso sobre as medidas que permitiram ao Governo socialista cumprir o défice orçamental em 2016.

 

Citando a economista, o líder nacional do PSD disse concordar com a sua visão de que os resultados que permitiram ao PS cumprir as metas do défice foram obtidos com recurso a condições que "não serão repetíveis muitas vezes".

 

"Teodora Cardoso sempre teve um posicionamento político que não é próximo do PSD", realçou Passos Coelho, descrevendo o Conselho de Finanças Públicas como um "organismo independente" e a sua presidente como uma profissional "competente e idónea".

 

"Mas a reação que os partidos da maioria tiveram [às suas declarações] foi no sentido mais negativo que se possa imaginar: apoucando, amesquinhando, ameaçando rever a lei [que regula o modelo de funcionamento do Conselho de Finanças Públicas]", rematou.

 

Para Passos Coelho, isso "não é uma atitude democrática madura, não é uma atitude de alguém que tenha uma visão tolerante do debate político e, sobretudo, não é uma atitude de quem gosta de olhar para a sociedade civil e nela apreciar instituições credíveis".

 

Já antes de abordar esse tema, o líder social-democrata defendera que é cada vez mais patente a tendência do PS, PCP e BE para retomar "tiques de outros tempos".

 

"O discurso do Governo e da maioria revela intolerância e uma cultura empobrecedora, de quem não gosta da crítica, não aceita uma visão diferente da sociedade e gostava de impor a lei da rolha", salientou Pedro Passos Coelho.

 

 

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