Política Passos Coelho: “Espero que em 2013 a sociedade portuguesa vença o pessimismo”

Passos Coelho: “Espero que em 2013 a sociedade portuguesa vença o pessimismo”

O primeiro-ministro afirmou hoje esperar que em 2013 a sociedade portuguesa vença o pessimismo e não acrescente dificuldades às já existentes, num discurso em que apelou ao esforço colectivo e à cidadania activa.
Passos Coelho: “Espero que em 2013 a sociedade portuguesa vença o pessimismo”
Lusa 21 de dezembro de 2012 às 18:25

Pedro Passos Coelho deixou estas mensagens perante membros da Universidade Sénior Portela Sábios, em Loures, onde esteve hoje à tarde durante perto de duas horas, acompanhado pelo ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares.

 

Na sua intervenção, o primeiro-ministro falou também da promoção do envelhecimento activo e deu um testemunho pessoal para ilustrar como o conceito de velhice muda com o passar dos anos, que provocou alguns risos na sala.

 

"Na época em que eu tinha 18 anos, os primeiros-ministros eram um bocado mais novos do que eu. No entanto, eu achava-os rotundamente velhos. Eles ainda duram um pouco mais, mas não os considerava uma gente ainda com muito que fazer. Aquilo já estava encaminhado. E tenho a ideia, hoje, de que não é assim", contou.

 

Depois de desejar a todos "um santo Natal", Passos Coelho referiu que o Governo prevê que o próximo ano seja "de viragem" e que em 2014 Portugal retome o crescimento económico, acrescentando: "Espero também que seja um ano em que as pessoas vençam o pessimismo e não acrescentem dificuldades àquelas que já temos. Esse é um espírito de que a sociedade portuguesa precisa".

 

Segundo o primeiro-ministro, às vezes parece que há quem queira mais pessimismo e mais dificuldades.

 

Ao longo do seu discurso, Passos Coelho enalteceu o voluntariado, os projectos e instituições da sociedade civil, apontando como exemplo um jardim de Oslo cuidado pelos moradores dessa cidade norueguesa, que visitou recentemente.

 

O primeiro-ministro utilizou expressões como "o país é de todos nós, o país não é do Governo" e "o Governo não governa para os seus partidos, governa para o país", defendendo que "vencer as dificuldades é um trabalho colectivo".

 

Passos Coelho ressalvou que quem desempenha funções públicas, como é o seu caso, tem "responsabilidades especiais", mas insistiu que "toda a sociedade tem uma responsabilidade grande na construção do seu futuro".

 

O primeiro-ministro manifestou o desejo de que os portugueses recuperem forças no período do Natal em nome desse objectivo comum: "Para que, de forma colectiva, possamos vencer todas as dificuldades e acrescentemos ao país, que é de todos nós, mais do que aquilo que recebemos".




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