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Passos: "Cerca de 70% dos estagiários têm emprego no fim do estágio"

O primeiro-ministro rejeitou as críticas do PS ao peso dos estágios na criação de emprego. E os estágios até têm consequência na empregabilidade, afirmou Passos Coelho: cerca de 70% ficam a trabalhar. Mas na maioria com contratos a termo.

Miguel Baltazar/Negócios
Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 12 de Dezembro de 2014 às 12:29
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Em resposta a Ferro Rodrigues, que denunciou, no debate quinzenal desta sexta-feira, a "machadada" que o Banco de Portugal deu "no milagre do emprego" e que acusou os estágios de serem a "mais dura" forma de precariedade, Passos Coelho trouxe dados sobre a empregabilidade pós-estágio. Primeiro, justificou-os. "O Estado não pode ser criticado por ter políticas activas de emprego. Julgo que ninguém achará que o melhor era que o desemprego estivesse mais alto" e não houvesse políticas activas de emprego, frisou.

 

"Estas políticas servem para suavizar o impacto do desemprego e melhorar as perspectivas de empregabilidade dos desempregados. Se um terço está a cumprir" então isso é positivo, destacou Passos Coelho. O primeiro-ministro aprofundou depois a taxa de empregabilidade destes mecanismos.

 

"Os dados mostram que, por exemplo, nos estágios profissionais que têm tido lugar, que [Ferro Rodrigues] considerou de longe a pior ideia, cerca de 70% dos que realizam estes estágios, no fim do período garantem a empregabilidade", destacou. "Não sei quem tem mais irrealismo nesta matéria. Por outro lado é importante sublinhar que não é o Estado que tem gerado o emprego. Ele tem sido gerado, no essencial, com recurso não à precariedade mas à ausência de precariedade", garantiu.

 

Estágios e contratos a termo aumentam precariedade, acusam os Verdes

 

Mais à frente no debate, e depois de críticas dos partidos de esquerda, nomeadamente de Jerónimo de Sousa, do PCP, que disse que o Governo não comunicou esses dados, Passos Coelho explicou que "predomina o contrato a termo" nesses estagiários que continuam nas empresas. "Mas têm contrato", contrapôs logo a seguir.

 

Heloísa Apolónia, dos Verdes, prosseguiu as críticas. "Já veio dizer que o grosso são contratos a termo, verificando-se que a precariedade aumenta quer pelos estágios quer pelos contratos", denunciou.

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