Política Passos Coelho e Portas voltam a reunir-se esta quinta-feira de manhã

Passos Coelho e Portas voltam a reunir-se esta quinta-feira de manhã

O presidente do PSD e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o presidente do CDS-PP e ministro demissionário Paulo Portas, que se encontraram esta quarta-feira à noite, voltarão a reunir-se na quinta-feira de manhã, disse à Lusa fonte governamental.
Passos Coelho e Portas voltam a reunir-se esta quinta-feira de manhã
Negócios com Lusa 03 de julho de 2013 às 23:55

O encontro de quarta-feira à noite, destinado a procurar uma solução, na sequência do pedido de demissão de Paulo Portas do cargo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, foi descrito como "muito construtivo" pela mesma fonte governamental.

 

Segundo vários órgãos de comunicação, como a SIC-Notícias e RTP-Informação, a reunião desta quarta-feira decorreu na residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento, Lisboa.

 

Este encontro aconteceu após o primeiro-ministro ter regressado a Portugal vindo de uma reunião em Berlim, na Alemanha, e depois de uma reunião da Comissão Executiva do CDS-PP.

 

A realização desta reunião entre Passos Coelho e Portas começou a ser noticiada cerca das 21h30 e a sua conclusão foi conhecida aproximadamente duas horas mais tarde.

 

A Comissão Executiva do CDS-PP mandatou o presidente do partido, Paulo Portas para se reunir com o presidente do PSD e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, com o objectivo de encontrarem "uma solução viável para a governação em Portugal".

 

Na terça-feira, Pedro Passos Coelho fez uma declaração ao país em que manifestou surpresa pela decisão de Paulo Portas, defendeu ser "precipitado" aceitar esse pedido de demissão e afirmou que iria manter-se como primeiro-ministro e clarificar as condições de apoio ao Governo de coligação com o CDS-PP.

 

Paulo Portas demitiu-se na sequência da demissão de Vítor Gaspar de ministro de Estado e das Finanças, e da substituição deste por Maria Luís Albuquerque, divulgadas na segunda-feira.

 

Numa nota divulgada na terça-feira à tarde, cerca de uma hora antes da posse da nova ministra e dos respectivos secretários de Estado, Paulo Portas anunciou essa decisão e justificou-a com o facto de o primeiro-ministro ter optado pelo que considerou ser um "caminho de mera continuidade no Ministério das Finanças", apesar da sua discordância, que referiu ter "atempadamente" comunicado.

 

(Notícia actualizada às 00h18 com mais informação)




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