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Passos Coelho: Há medidas dos economistas do PS que “são perfeitamente liberais – eu não as subscrevo”

Pedro Passos Coelho diz, em entrevista ao Observador, que a redução da TSU para trabalhadores e empresas, nos termos propostos pelos economistas do PS, são "incomportáveis". E mostra-se "surpreendido" com a ideia do despedimento conciliatório.

Bruno Simão/Negócios
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O mecanismo de despedimento "conciliatório" que os economistas do PS defenderam e que deve ser introduzido é "bastante liberal", diz Pedro Passos Coelho. Em entrevista ao Observador, o primeiro-ministro diz que as propostas para a redução da taxa social única são "incomportáveis" e mostra-se "ideologicamente" surpreendido pelas propostas dos economistas do PS para a área laboral.

 

"Há a ideia de um mecanismo arbitral, que é proposta pelo PS, para que as pessoas possam migrar dentro das empresas para contratos sem termo. E aqueles de que as empresas não precisarem podem despedir, mediante uma indemnização superior àquela que a lei agora prevê", começa por responder o primeiro-ministro.

 

"Um mecanismo destes é um mecanismo bastante liberal – e até fico muito espantado que um partido como o PS, que nunca aceitou rever um conceito sequer de justa causa, ao contrário do que se passou com os socialistas em Itália, que o reviram e foram bem mais longe na reforma laboral, aceite no fundo um sistema que permite despedir, embora a um custo mais elevado", acrescenta Pedro Passos Coelho, que adianta que há medidas que não subscreve.

 

Ao longo da entrevista, o primeiro-ministro sustenta que o PS não vai cumprir os compromissos orçamentais, salientando que tanto a proposta para a redução da TSU dos trabalhadores como a proposta para a redução da TSU das empresas – que entretanto o PS adiou, condicionando-a à obtenção de novas receitas – são "incomportáveis".

 

"Qualquer delas é incomportável. Qualquer delas. As duas juntas, enfim, ultrapassam a fronteira daquilo que é razoável sequer discutir no âmbito da flexibilidade do Pacto de Estabilidade ou de qualquer outra flexibilidade" diz.

 

"O PS proclamou que vai respeitar as regras. Mas até hoje, tudo o que é anunciado não nos permite concluir que as regras vão ser respeitadas, antes pelo contrário. Mas isso não tem a ver com estar ao centro ou não. Há medidas apresentadas pelos economistas do PS que são perfeitamente liberais – eu não as subscrevo. Mas são liberais", diz, esclarecendo depois que se refere tanto à redução da TSU como às medidas propostas para a área laboral.

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