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Passos Coelho não convive bem com acusações de “roubo” do País

O primeiro-ministro ficou ofendido com a acusação de Heloísa Apolónia, de que o Governo estava a roubar o País, e disse-o à presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves. Heloísa Apolónia disse que essa é a “verdade verdadinha”.

Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 13 de Março de 2013 às 16:41
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Em interpelação à mesa, após a intervenção de Heloísa Apolónia, o primeiro-ministro deixou uma questão a Assunção Esteves. “Gostava de saber se convive bem com expressões como as que foram usadas pela senhora deputada, de que estamos a roubar o País”. “Não estou habituado nesta câmara, não convivo bem com esta linguagem no Parlamento”, criticou o primeiro-ministro.

 

Heloísa Apolónia garantiu que não iria pedir desculpa, porque “não é a primeira vez que ele [o termo roubo] é usado na Assembleia da República, não apenas pela bancada dos Verdes”. Além disso, “o que eu disse é verdade verdadinha e é assim que as pessoas o sentem”, destacou.

 

Assunção Esteves enquadrou o termo roubo no contexto da liberdade parlamentar. “Quando algo se aproxima de uma ofensa mas não é subjectivado, entra no que se chama equilíbrio entre as bancadas, e tem consequência política na resposta do outro lado”. Já quando a ofensa “se dirige ao sujeito, a mesa não admite”. “Entendemos que há um equilíbrio político que se joga no plano do político. Admito que é difícil estabelecer esse limite”, reconheceu Assunção Esteves.

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