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Passos Coelho não se compromete em manter o IVA em 23% para "não dar o dito pelo não dito"

A subida dos impostos não deve ser uma resposta "normal e contínua" declarou o líder do PSD, que prefere aumentar o IVA nos bens não essenciais a cortar nas reformas e pensões

João Carlos Malta joaomalta@negocios.pt 05 de Abril de 2011 às 09:17
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“A resposta com os impostos dá-se quando mais nada resulta. Mas ela não se pode transformar de resposta emergente numa resposta normal e contínua, porque se assim for quer dizer que os governos não fazem aquilo que deviam”, disse o líder social-democrata, Pedro Passos Coelho, ontem em Gaia no “Clube dos Pensadores”.

Mas no caso de ter de fazer uma opção entre cortar nas pensões ou reescalonar o IVA, Passos repetiu que já fez a sua opção. “Preferia mil vezes mexer na estrutura do IVA, do que cortar nas reformas. O Governo tomou a opção inversa. Mas eu não hesitaria, porque já estamos a falar de pessoas com rendimentos muito baixos. Se tudo o mais falhasse, pouparia as pensões e reformas mais baixas”, frisou

Ainda que quase sem mencionar Sócrates, numa indirecta ao primeiro-ministro, afirmou não querer correr riscos com promessas vãs: “Não quero fazer como os outros que quando chegam ao Governo dão o dito por não dito. Não gosto de passar por essas figuras e prefiro dizer, com todo o inconveniente, que não sei [se poderei não mexer nos escalões do IVA] ”, sublinhou.

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