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Passos Coelho recusa fazer declarações que tragam "cenários de crise"

Passos Coelho considerou não ser "prudente, nem razoável" estar a antecipar cenários que possam resultar da evolução europeia, mas sublinhou que as situações de Portugal e Irlanda são diferentes.

Lusa 16 de Novembro de 2010 às 12:44
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O líder do PSD concordou hoje com o Presidente da República de que "há palavras a mais" no espaço político, voltando a garantir que os sociais-democratas não têm qualquer interesse em fazer declarações que tragam "cenários de crise".

"Julgo que o Presidente da República tem toda a razão quando diz que há palavras a mais no espaço público e político em Portugal", afirmou o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, quando confrontado com as acusações do ministro dos Negócios Estrangeiros de que os sociais-democratas têm acentuado o 'fantasma' da crise política.

Recordando que há cerca de um mês existia a "preocupação grande" de que se criassem condições de viabilizar o Orçamento do Estado para 2011 e que hoje essas condições estão asseguradas, Passos Coelho disse não existir interesse em fazer declarações que tragam cenários de crise.

"Estão criadas essas condições, julgo que não há nenhum interesse, e da parte do PSD seguramente não há nenhum interesse, em fazer mais declarações que tragam cenários de crise, substituições do Governo ou criação de outros casos e não é do PSD com certeza que o país têm ouvido essas declarações", sustentou.

Passos Coelho, que falava aos jornalistas depois de um encontro com Cavaco Silva, onde transmitiu o apoio do PSD à sua recandidatura a Belém, insistiu ainda na mensagem que já tinha deixado no Conselho Nacional do partido na segunda-feira à noite, considerando que a reeleição do actual chefe de Estado a 23 de Janeiro irão abrir um novo ciclo político.

Questionado se esse novo ciclo será "com o mesmo Presidente e com um novo Governo", o líder do PSD não respondeu directamente, preferindo destacar que o Orçamento do Estado será viabilizado e será depois executado pelo Governo, de modo a trazer tranquilidade aos mercados e a mostrar que o país é capaz de fazer o seu trabalho de casa.

Interrogado se entende que a aprovação do Orçamento é suficiente para o executivo de José Sócrates se manter em funções, Passos Coelho insistiu que o importante era criar condições para a viabilização do documento.

"Espero, portanto, que o Governo tenha todas as condições para executar o Orçamento, que é esse o princípio democrático, quando o Orçamento é aprovado no Parlamento e tenha a confiança do Parlamento, possa executar o Orçamento", acrescentou.

Portugal é diferente da Irlanda

Relativamente à possibilidade de Portugal poder ser 'arrastado' pela necessidade da Irlanda recorrer à ajuda financeira de Bruxelas, Passos Coelho considerou não ser "prudente, nem razoável" estar a antecipar cenários que possam resultar da evolução europeia, mas sublinhou que a situações dos dois países é diferente.

O líder do PSD disse ainda acreditar que a viabilização do Orçamento do Estado para 2011 irá ajudar a ultrapassar a "situação difícil" de Portugal, apesar da recuperação da credibilidade depender da execução do Orçamento.

"Cá estaremos com toda a confiança e com toda a tranquilidade se alguma coisa de extraordinário acontecer no mundo ou na Europa, é importante que os portugueses tenham confiança em que os políticos e as instituições estarão com certeza à altura daquilo que se exigirá se isso acontecer.

Recusando "contribuir para aquilo que não é desejado por ninguém acabe por se tornar mais inevitável", Passos Coelho escusou-se a fazer qualquer comentário sobre as declarações do ministro das Finanças acerca de possibilidade de Portugal recorrer ao FMI.

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