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Passos diz que solução governativa está condenada ao "fiasco e ao fracasso"

O líder do PSD disse este domingo, 4 de Setembro, que a actual solução governativa está condenada ao "fiasco e ao fracasso", sublinhando que PS, BE e PCP apenas se entendem para gerir o dia-a-dia e qualquer reforma provoca desentendimentos.

Paulo Duarte
Lusa 04 de Setembro de 2016 às 15:31
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"Esta solução está condenada ao fiasco e ao fracasso. Porquê? Porque não tem capacidade reformadora, se tiverem de reformar alguma coisa desentendem-se todos, não há apoio para o fazer", afirmou o presidente social-democrata, Pedro Passos Coelho, no encerramento da Universidade de Verão do PSD, que decorreu desde segunda-feira em Castelo de Vide.

Sublinhando que o Governo socialista apenas consegue apoio dos seus parceiros para desfazer reformas feitas pelo anterior executivo de maioria PSD/CDS-PP, anteviu que o executivo de António Costa até pode chegar ao final da legislatura, mas não conseguirá "gerar um grama de expectativa positiva sobre o futuro".

"Esta solução de governo está esgotada, concentra-se no curto prazo, no imobilismo", vincou, insistindo que é necessário arrepiar caminho.

"Não vale a pena vir com espantalho da austeridade, a austeridade foi iniciada pelos socialistas em 2010", frisou.

Pois, acrescentou, o que importa é crescer mais no futuro.

"De que é que precisamos? De leis que estejam hoje mais voltadas para proteger os direitos adquiridos ou de leis que estejam orientadas para responder às necessidades de quem ainda não entrou no sistema, de quem não beneficiou ainda dos privilégios que foram distribuídos no passado? Se queremos ter futuro temos de perguntar a cada um dos instalados de hoje se quer pensar no dia-a-dia ou se quer pensar no futuro dos seus filhos e dos seus netos", sustentou.

Numa intervenção de quase uma hora, Passos Coelho voltou ainda ao tema dos resultados económicos, lembrando que os resultados mostram que apesar do Governo estar a devolver rendimentos "a um ritmo acelerado" o consumo não está a crescer ao ritmo esperado e o investimento está a "cair a pique", enquanto a economia cresce muito menos do que o esperado, regressando ao ritmo de 2014.

Sem avançar com novas propostas, o líder do PSD reiterou ainda a necessidade de avançar com reformas na saúde, educação, segurança social e sistema de pensões, recusando um país "fechado sobre si próprio", que olha apenas para o mercado interno que "é pequenino".

"Não podemos ser proteccionistas, discriminar investidores, dividi-los entre filhos e enteados", defendeu.

O líder do PSD reconheceu que está a haver um recrudescimento do populismo e da demagogia de esquerda e de direita na Europa, mas recusou substituir o discurso moderado e realista do PSD por medo do triunfo do radicalismo.

"Certos nacionalismos estão novamente a enraizar-se e tomar voz e, no centro moderado, começam a aparecer políticos que em desespero, com medo do que esses radicalismos de esquerda e de direita possam promover substituem o seu discurso moderado, realista por outro mais radical, com medo de deixar a demagogia e o radicalismo triunfarem à sua esquerda ou à sua direita", afirmou.

Sublinhando que julga que "no PSD essas tentações não existem", Passos Coelho alertou que "quem diz aquilo em que não acredita por conveniência táctica, quem se quer apresentar como quem não é para impedir o radicalismo acaba sempre por morrer às mãos do radicalismo e da demagogia".

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