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Passos elogia a "coragem de todos os que estão a trabalhar neste momento difícil"

O primeiro-ministro sublinhou hoje que respeita o exercício do direito à greve, mas prefere antes "assinalar a coragem daqueles que trabalham, dos que querem trabalhar e dos que não podem trabalhar neste momento difícil".

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 14 de Novembro de 2012 às 12:53
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Quando questionado sobre o pensa desta greve geral, Pedro Passos Coelho afirmou que “os portugueses têm sido muito corajosos durante este período que estamos a viver” e que, “na sua grande maioria têm dado muito de si próprios”.

“Num dia como o de hoje, em que houve combinação de sindicatos de muitos países europeus para estas greves queria, respeitando o exercício do direito à greve, assinalar a coragem daqueles que trabalham, dos que querem trabalhar”, disse o governante à margem de uma visita à fábrica da Sicasal.

Pedro Passos Coelho sublinhou que vê a greve como um “direito inalienável”, reconhece o momento difícil do País e, "portanto", "preferiria hoje elogiar todos os que, independentemente de gostarem ou não do Governo, se esforçam por inverter as dificuldades”.

Queda nas exportações "deveu-se em grande parte à greve dos portos"

Pediu cautela no direito à greve explicando que grande parte da queda das exportações no terceiro trimestre se deveu às greves nos Portos. “A quebra das exportações ficou a dever-se em grande parte às greves nos portos portugueses”, afirmou o governando, apelando: “o direito à greve, apesar de ser um direito inalienável, deve ser exercido com moderação”.

É por isso que se não saírem acordos sobre os serviços mínimos nos Portos, o Governo tomará uma atitude. “O Governo não tem nervosismo nem vai adoptar medidas musculadas. Por isso é que tem estado a aguardar a negociações nos portos. Hoje deverá ser conhecido o acordo entre operadores e sindicatos”, começou por referir.

Será Governo a estipular serviços mínimos nos portos caso não haja acordo com sindicatos

Mas avisa : “se houver dificuldade em fixar um nível razoável de serviços mínimos nos portos portugueses, será o Governo a fazê-lo. A negociação tem de ter uma consequência. Se não salvaguardar os interesses nacionais, terá de ser o Governo a fixar”, serviços mínimos.

Quanto aos números da adesão, assegurou que o “Governo não se envolverá numa guerra de números porque sabemos qual é que é esse filme. Espero, isso sim, que todo este dia de greve decorra com a maior normalidade possível. Não existe a mínima intenção de criar tensões desnecessárias”.

“Gostaríamos de elogiar a coragem de todos os que estão a trabalhar neste momento difícil e daqueles que não estão a trabalhar porque não podem”, sublinhou concluindo: “precisamos de ter alguma paciência, persistência e coragem”.

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