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Passos elogia o PS pela “ajuda” nos fundos comunitários e pisca o olho para o DEO

O primeiro-ministro dedicou elogios à forma como o PS participou na elaboração do acordo de parceira sobre os fundos comunitários. O primeiro-ministro aproveitou para estender a passadeira a um acordo em torno da despesa pública.

Miguel Baltazar/Negócios
Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 31 de Janeiro de 2014 às 12:09
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O acordo de parceria sobre os fundos comunitários, entregue esta quinta-feira pelo Governo em Bruxelas, foi o tema que Passos Coelho escolheu para abrir o debate quinzenal desta manhã. E fê-lo com vários elogios ao PS. Passos aplaudiu “a forma responsável como o PS se envolveu neste processo” e disse querer “afirmar publicamente” o “reconhecimento por todas as sugestões que apresentou relativamente ao acordo de parceira”.

 

“É um sinal de maturidade da nossa sociedade politica e democrática que o Governo e o maior partido da oposição tenham podido colaborar de forma tão próxima sobre um documento essencial para o futuro”, insistiu Pedro Passos Coelho, na sua intervenção inicial.

 

Seguro reagiu, dizendo que “sempre que o Governo solicitou” o contributo do PS, o PS apresentou-o. “Desde o Verão passado que é conhecida publicamente a nossa posição sobre os fundos”, recordou. O líder do PS aproveitou para fazer uma crítica. “Gostaria o PS de ter sido mais envolvido neste processo? Claro que sim”.

 

Na resposta, Passos Coelho voltou a carregar nos elogios. “O nível de contributos apresentado pelo PS é bastante positivo, tem relevante detalhe, e apesar de ter desejado envolvimento maior, o Governo considera que esse envolvimento foi sem dúvida único quando comparamos com o passado”.

 

Além disso, foi um envolvimento “suficientemente alargado e aprofundado para que tivéssemos podido contar com bastantes sugestões do PS”, que foram “substantivas relativamente ao texto do acordo de parceria”.

 

Mais no final do debate, aproveitou para estender o convite à negociação das metas de despesa a inscrever no documento de estratégia orçamental (DEO). “O Governo não deixará de procurar o consenso mais alargado possível e não deixará de, com o PS, obter as respostas necessárias para que essa estratégia não deixe de ser vista como credível, depende não só do Governo mas também do PS”.

 

“Espero que seja possível, como no acordo de parceria, chegar a um acordo de médio prazo sobre a evolução das contas públicas e assim obter redução da trajectória da dívida”, sublinhou.

 

Só Portugal e outros três países apresentaram acordo de parceria

 

O acordo de parceira foi entregue na Comissão Europeia e vai agora iniciar-se um processo negocial com as autoridades de Bruxelas. Mas Passos sublinhou que, além de Portugal, só outros três países apresentaram este acordo de parceira, “e fizeram-no esta semana também: foi o caso da França, Polónia e Letónia”

 

O documento inclui “os termos em que o País utilizará os recursos europeus de natureza financeira” disponíveis até 2020. E Passos Coelho está apostado em aplicá-los correctamente. “É sabido que Portugal não deixou de ser um país de convergência desde que integrou a União Europeia; é mesmo o único país que se mantém desde o início como pais de convergência”.

 

Isso “significa que todo o financiamento que foi colocado ao dispor para convergir não foi bem sucedido”. Significa também “que não só temos de consumir esses fundos de forma a n desperdiçar as oportunidades que representam como temos também de investir melhor esse investimento”.

 

“Não teremos outra oportunidade, na actual conjuntura, para poder desenvolver o País de forma mais harmoniosa, que garanta mais a coesão territorial e social”, alertou Passos Coelho. “Se durante muitos anos utilizámos fundos europeus para realizar infraestruturas que não eram importantes, agora teremos de dirigir fundos para a competitividade das empresas, para garantir um grau de internacionalização da economia e para garantir uma economia mais sustentável”, sublinhou Passos Coelho.

 

 

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