Política Passos: “Portugueses estão mais assustados com a possibilidade de eleições do que com o programa de assistência”

Passos: “Portugueses estão mais assustados com a possibilidade de eleições do que com o programa de assistência”

O primeiro-ministro garante que vai fazer tudo para garantir a estabilidade política em Portugal, reiterando, perante a imprensa internacional em Berlim, que não se demite. “O meu trabalho agora é assegurar que vou fazer tudo para manter o Governo”, afirmou Passos Coelho.
Passos: “Portugueses estão mais assustados com a possibilidade de eleições do que com o programa de assistência”
Thomas Peter/Reuters
Sara Antunes 03 de julho de 2013 às 16:59

“Portugal precisa de um Governo estável. Não há nenhuma razão para não termos estabilidade política”, afirmou Passos Coelho durante a conferência de imprensa que se seguiu à reunião dos líderes europeus que teve como tema o combate ao desemprego jovem.

 

“Os portugueses não perceberiam que, por meras preferências para pastas ministeriais, puséssemos em risco tudo o que fizemos” nos últimos anos e o regresso ao financiamento de mercado ficasse comprometido. “Não posso deixar de expressar a convicção que será possível encontrar uma solução dentro da coligação”, acrescentou.

 

“Não acredito que o país esteja interessado em saber qual é o resto do filme quando não nos empenhámos o suficiente” para encontrar uma solução, sublinhando que os “mercados estão claramente a penalizar Portugal por esta incerteza.” Por isso, “está nas nossas mãos resolver o problema.”

 

“Os portugueses estarão mais assustados com a eventualidade de eleições do que com a possibilidade de podermos fechar o programa e enfrentar as dificuldades que ainda temos.”

 

Passos Coelho salientou que os partidos que compõem a coligação – PSD e CDS - "têm conseguido colocar o interesse nacional à frente das divergências e têm conseguido mostrar que a maioria funciona". “Não é agora que vamos pôr isso tudo em causa”, acrescentou.

 

“Não me conformo com tal situação e estou totalmente disponível e empenhado em encontrar uma solução para mantermos este caminho”, adianta.

 

“O meu trabalho agora é assegurar que vou fazer tudo para manter o Governo”, afirmou perante os jornalistas portugueses e estrangeiros.

 

“Estou muito confiante que muito depressa podemos apresentar aos portugueses e aos investidores” o regresso à tranquilidade política.

 

Passos Coelho explicou ainda as razões que o levaram a ir a Berlim, apesar da crise política que assola o País. “Era muito importante manter a minha participação nesta conferência, apesar de existir uma situação e alguma ambiguidade na forma como a coligação que suporta o Governo” vai manter-se, explicou Passos Coelho durante a conferência de imprensa, na capital alemã.

 

“Entendi que era importante manter a minha participação, porque me permitiu expressar a todos os chefes de Estado a minha confiança em como seremos capazes em Portugal de superar esta dificuldade crítica” e foi possível “receber de todos [os responsáveis europeus] palavras de reconhecimento e encorajamento.”

 

(Notícia em actualização)




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