Política Passos: "Não avançámos rigorosamente nada"

Passos: "Não avançámos rigorosamente nada"

Segunda tentativa, o mesmo resultado: nenhum. A coligação esteve novamente reunida com o PS, desta vez até levou uma proposta, mas Passos Coelho queixa-se que António Costa a considerou “insuficiente” e não apresentou nenhuma contra-proposta.
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Miguel Baltazar - Fotografia

Parece cada vez mais difícil um acordo entre a coligação PSD/CDS e o PS. Se na primeira reunião ninguém apresentou propostas, desta vez havia um documento com propostas concretas em cima da mesa. Mas isso foi considerado "insuficiente" por António Costa, lamentou Passos Coelho, à saída da reunião de cerca de duas horas e meia, no Largo do Rato. Agora, é a coligação que está à espera que o PS diga o que pretende.


Passos Coelho diz que é "essencial saber se há vontade política de chegar ou não a um entendimento".

 

"Hoje, na reunião que tivemos, não avançámos rigorosamente nada na proposta concreta que apresentámos, embora tivéssemos ouvido da parte do líder do PS a sua insatisfação com a proposta que a coligação apresentou", assumiu Passos Coelho, perante os jornalistas. "Ficou claro que esperaríamos que o PS pudesse apresentar-nos uma contraproposta que nos habilitasse a poder prosseguir esta negociação", acrescentou o presidente do PSD, mas isso não sucedeu.

 

"Isso não aconteceu e a reunião terminou de forma absolutamente inconclusiva, sem que ficasse a percepção do que o PS pretende para que esta proposta possa ser consequente", lamentou o também primeiro-ministro.

 

Em suma: a coligação apresentou uma proposta que o PS rejeitou, mas à qual os socialistas não apresentaram nenhuma alternativa. Por isso, Passos Coelho passa agora a bola ao PS. "Aguardo agora que o PS nos faça chegar uma contraproposta, uma vez que não foi possível nesta reunião, espero que ela nos possa ser remetida e que isso nos habilite depois a traçar o guião da nossa discussão", atirou Passos Coelho.

 

"É preciso saber o que o PS quer"

 

Passos Coelho pareceu revelar alguma impaciência com o rumo das reuniões com os socialistas. Já em resposta às perguntas dos jornalistas, sublinhou que "para poder haver uma consequência nestas conversações é preciso saber o que o PS quer. Até hoje isso ainda não foi claro e não nos podemos substituir ao PS nessa resposta". "É importante que o PS esclareça o que considera indispensável para poder garantir a viabilização do Governo", acrescentou o líder da coligação.

 

À semelhança de António Costa, que na semana passada disse ter ido para a reunião com a coligação com "outra expectativa", também Passos Coelho pareceu ter ficado surpreso com o que sucedeu na sede do PS. "Ontem remetemos uma posição estruturada ao PS e esperaríamos que hoje fosse possível avançar", lembrou.

 

"Estávamos à espera que, hoje, pudéssemos avançar sobre essa proposta, ou, se o PS achasse que não era suficiente, que pudéssemos ter uma outra para poder avançar. Isso não aconteceu e fico a aguardar que o PS possa dizer o que entende ser importante para atingir um entendimento", finalizou Passos Coelho.

 

Passos sublinhou que vai fazer "concessões, mas é preciso saber: conceder a quê?". "É importante que o PS diga o que pretende, não nos vamos deitar a adivinhar", concluiu ainda. Em resumo: "não tivemos até hoje nenhuma posição que fosse construtiva, positiva, que o PS quer isto ou quer aquilo. [O PS] pôs-se numa posição passiva, ‘digam os senhores’".

 

Portas quer que Costa diga o que é suficiente

 

O presidente do CDS também falou aos jornalistas, algo que não fez na primeira reunião. "O esforço que fizemos com a proposta que entregámos ao PS, em tempo e de acordo com o que tinha sido combinado, na primeira reunião foi sério, denso, construtivo e de aproximação de posições", sustentou.

 

"Esta proposta permitiria que Portugal e os portugueses tivessem a certeza que terão estabilidade política, que a nossa credibilidade não fica afectada, que a nossa pertença ao euro está confirmada, que haveria condições de recuperação económica", descreveu.

 

Porém, "o PS diz que não é suficiente. É uma posição legítima, mas terá que nos dizer o que é suficiente e como é que isso cabe nas regras e compromissos europeus", desafiou.


(Notícia actualizada às 20h59 com mais informação)



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