Política Passos não quer "política de um passo à frente para dar dois passos atrás logo a seguir"

Passos não quer "política de um passo à frente para dar dois passos atrás logo a seguir"

A muito aguardada apresentação do programa eleitoral da coligação Portugal à Frente foi marcada por várias bicadas ao PS e ao seu programa "radical". PSD e CDS propõem "moderação", "segurança" e "mais possibilidades para os portugueses".
Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios
Miguel Baltazar - Fotografia

O primeiro-ministro apresentou esta noite o programa eleitoral da coligação Portugal à Frente, e dramatizou o apelo ao voto no PSD e no CDS. Para Passos Coelho, a escolha está entre um programa que "é realizável", que "não é uma aventura", e os portugueses "sabem que nunca trocamos as possibilidades reais de resolver os problemas por uma quimera de votos ou resultado eleitoral".  


Se não for a coligação a vencer, e com maioria, de preferência, estará de regresso "uma política económica, financeira e social que comprometeu o futuro e estava errada", avisou Passos Coelho. E só se a coligação ganhar é que será possível mostrar "que o que aconteceu nestes quatro anos não foi obra do acaso mas do esforço de todos em ultrapassar os problemas".

"Não queremos uma política de um passo à frente para dar dois passos atrás logo a seguir", garantiu Passos Coelho, novamente com o PS na mira. E tal como em 2013, quando os portugueses perceberam que "o futuro do nosso Governo estava ligado ao futuro de Portugal", o primeiro-ministro afirma que "voltamos a estar nessa circunstância: o futuro do

[Os portugueses] sabem que nunca trocamos as possibilidades reais de resolver os problemas por uma quimera de votos ou resultado eleitoral.
Pedro Passos Coelho

país dependerá decisivamente das escolhas nas próximas eleições".

Este Governo "fez história", prosseguiu Passos. Não só porque concluiu o resgate mas também porque é o primeiro de coligação a chegar ao fim. E "quem resolve o passado é quem tem a chave do futuro". Já "os que teimam em não aprender com o passado, que se obstinam em propor ao país mais do mesmo que o país conheceu, esses evidentemente estão condenados a repetir os mesmos erros".

 

Portugal, um dos países com maiores desigualdades na Europa

 

Sobre as propostas da coligação, Passos Coelho sustentou que é necessário manter o "rumo de crescimento da nossa economia, de aposta no investimento, porque é pelo reforço da competitividade da economia e empresas que vem a geração de emprego". Reafirmou que vai ser devolvida a sobretaxa de IRS, os cortes na Função Pública serão também repostos e vão ser concedidos mais apoios às famílias com filhos e idosos a cargo.

 

Passos Coelho insistiu que Portugal continua a ser um país muito desigual, uma circunstância que, garantiu, já se verificava antes da crise e que não foi intensificada nesta legislatura. Mas que é necessário corrigir.

 

"Por isso apresentamos um programa de desenvolvimento social, que permite a todos uma verdadeira igualdade de oportunidades, para podermos corrigir esta injustiça profunda de um país que está na moeda única e na União Europeia, e que ao fim desses anos e de tantos apoios continua a ser um dos países com maiores injustiças e desigualdades sociais na Europa", prometeu. "Temos de inverter essa situação."




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