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Passos: PS "não fez nenhuma proposta", coligação vai escolher medidas do PS

Costa queixou-se de não ter recebido nenhuma proposta da coligação, Passos Coelho reclamou do mesmo: o PS não apresentou nenhuma proposta nem disse quais são as propostas que considera essenciais. Passos disse estar aberto a rever compromissos.

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A reunião desta manhã entre o PS e a coligação foi marcada por um problema de iniciativa. O PS esperava que a coligação apresentasse uma proposta que não surgiu, a coligação disse que a proposta era o seu programa eleitoral. Sem uma base comum para discutir, apesar de a reunião ter durado quase três horas, PSD e CDS mostraram-se disponíveis, de acordo com Passos Coelho, para "trabalhar num exercício mais atrevido de certa adivinhação" na escolha das medidas do programa do PS que sejam as mais relevantes.

Passos Coelho mostrou-se surpreendido com a postura do PS, por entender que os socialistas, por terem perdido as eleições, é que deveriam dizer quais são as suas condições. "O PS não apresentou nenhuma proposta em concreto que pudéssemos ponderar, preferiu que fôssemos nós a dizer o que é que, do programa do PS, consideramos viável". Porém, a coligação considera que "o PS é que deve dar indicação do que considera mais importante".

"Esse é o espirito natural e normal. Os que obtiveram o maior apoio nas eleições deverão estar disponíveis para acolher outras propostas. Se não foi apresentada nenhuma proposta, será difícil dizer se concordamos ou não", salientou o presidente do PSD. "Para sairmos desse bloqueio, voluntariamo-nos para escolher propostas do PS", embora isso acarrete o risco de "que o PS nos diga que essas propostas não são as mais importantes".

Passos Coelho disse que a coligação não tem "nenhuma restrição" nem coloca "linhas vermelhas". "Aceitamos discutir qualquer proposta que o PS queira fazer, seja em sede de programa de Governo, de composição do Governo, do Orçamento do Estado… fomos genuínos dizendo: estamos aqui disponíveis para acolher as propostas que nos queiram fazer", embora seja "muito difícil poder dizer: aceitamos todas, porque depende do impacto orçamental", pelo que esse exercício "será feito em função do que é mais relevante ou prioritário".

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