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Passos: "Um país que não está consciente dos seus problemas, nunca os resolverá"

"Um país que não está consciente dos seus problemas, nunca os resolverá", salientou o primeiro-ministro na conferência de imprensa conjunta com Angela Merkel. "O nosso dever é chegar ao final do dia e do mandato e dar um acrescento positivo para o nosso futuro. É o que estou a fazer. Não me importo em ser criticado por isso." Veja o vídeo.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 12 de Novembro de 2012 às 16:19
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Passos Coelho sublinhou que se o programa de ajustamento português “não der certo, o custo será maior” para todos. Daí ser “muito importante para o país que isto dê certo”.

“Nunca ninguém, em Portugal, me ouviu dizer que o processo era seguro e sem riscos”. Há riscos, admitiu o primeiro-ministro, salientando que não vale a pena estar sempre a falar sobre esses riscos. “Se a opinião do Governo fosse de que era necessário renegociar ou pedir um novo programa significaria um falhanço do processo.” O que implicaria a necessidade de um “quadro mais negro”.

“Não vejo pessoalmente nenhuma utilidade em discutir sobre o que pode correr mal. É muito importante para o País que isto dê certo. Se não der certo, o custo para todos será maior.”, acrescentou, criticando a comunicação social que tem focado muito o lado dos riscos.

“A forma como o ajustamento decorreu, provocando um quebra de receita, sobretudo do IVA, e um aumento das prestações sociais, trouxe uma dificuldade acrescida”, no que respeita à consolidação orçamental, obrigando a uma aumento de impostos em 2013 superior ao previsto. Mas “ao mesmo tempo tomámos a decisão conseguir um corte permanente de quatro mil milhões de euros adicionais”, o que significa a levar a “nossa despesa para um patamar mais compatível com o que, no longo prazo, os portugueses podem suportar.”

O primeiro-ministro defende que a crise de dívida só “será ultrapassada” se o país conseguir resolver os problemas estruturais que tem. “Um País que não está consciente dos seus problemas, nunca os resolverá”, salientou, desejando que se instale um consenso mais alargado em Portugal sobre a necessidade de combater as questões estruturais do país.

“Estou a fazer pelo meu País o que é importante para Portugal”, sublinhou o primeiro-ministro. “Não escolhemos o tempo que temos para governar e o nosso dever é chegar ao final do dia e do mandato e dar um acrescento positivo para o nosso futuro. É o que estou a fazer. Não me importo em ser criticado por isso”.

Passos Coelho adianta que “há quem confunda [esta postura] com subserviência”, mas, defende, “o que estamos a fazer é para o bem [de Portugal] e não para impressionar alguém.”

(Notícia actualizada às 16h25 com mais declarações)


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