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Paulo Portas diz que António Costa também condenava "greve egoísta do lixo"

O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, voltou a criticar o que considera ser o abuso selvagem do direito à greve e disse que o primeiro-ministro, enquanto autarca de Lisboa, também condenou a "greve egoísta do lixo".

Paulo Portas considera que o PS não cumpriu os pré-requisitos exigidos pelo Presidente
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 18 de Dezembro de 2015 às 01:03
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"Toda a vida respeitei o direito à greve, toda a vida apoiei os sindicatos e os sindicalistas que aceitam sentar-se à mesa e fazer negociações em defesa dos seus associados, o que não considero aceitável é o abuso, às vezes selvagem, do direito à greve", afirmou Paulo Portas quinta-feira à noite, numa intervenção no jantar de Natal da concelhia de Lisboa do partido.

 

O líder centrista sublinhou que tem, aliás, "boa companhia nessa matéria". "Lembram-se do que dizia o doutor António Costa quando teve uma greve egoísta do lixo em Lisboa? É exactamente o que eu digo da greve egoísta dos estivadores, que está a prejudicar gravemente as nossas exportações e a nossa economia. A diferença é que eu sou coerente", declarou.

 

Paulo Portas recomendou ainda "cuidado" nos sinais que são dados e que podem afectar a confiança e o investimento, reflectidos nas notações das agências de 'rating', argumentando que Portugal estava "muito perto" de sair da notação 'lixo' e passar a ter 'rating' de "país bom para investir".

 

Segundo o líder do CDS-PP, as agências de notação Fitch e Standard and Poors disseram esta semana, "para quem tenha lido com atenção", que "estão a pensar se alteram o 'rating' e, se o fizerem, é num sentido preocupante e não num sentido otimista, e querem ver o que é que acontece as reformas estruturais e ao Orçamento do Estado para 2016".

 

"Não podemos passar a ideia, nem cá dentro, nem de cá para fora, de que afinal a reforma laboral não era a sério, de que afinal a descida do IRC é para interromper, de que afinal as concessões dos transportes - para existir melhor gestão e maior investimento - acabaram. Esse tipo de sinais pode prejudicar a confiança e pode prejudicar os 'ratings'. Portanto, eu recomendo cuidado", declarou.

 

Portas ressalvou que não considera as agências de notação financeira "o alfa e o ómega, até porque falham bastante e nem sempre pagam pelos erros que cometem", mas sublinhou que "os investidores olham muitas vezes para os 'ratings'".

 

Além da greve dos estivadores, o presidente do CDS-PP voltou a insistir na crítica à eventual reversão de concessões de transportes urbanos, relacionando-a com o poder dos sindicatos  da CGTP-IN, que nos últimos quatro anos declararam 1.070 greves, disse, considerando que têm "o directo de desorganizar completamente a vida das famílias".

 

"Imensas cidades portuguesas de dimensão significativa governadas mais à esquerda ou direita têm transportes concessionados e vão lá ver como é que é o número de greves nessas cidades", desafiou. 

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