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Paulo Portas e o desemprego: o que importa é a tendência de descida

O incontornável tema do desemprego foi abordado por Paulo Portas na entrevista que concedeu esta noite à SIC. Portas sublinhou que o importante é a tendência de descida, e responsabilizou o PS pelo emprego destruído ao longo desta legislatura.

Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 21 de Julho de 2015 às 21:42
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Paulo Portas reafirmou, esta terça-feira, em entrevista à SIC, os números que Passos Coelho já tinha adiantado: nesta legislatura foram criados 175 mil empregos. Mas Portas colocou a tónica na tendência de descida e não tanto na taxa de desemprego que ainda se verifica, de 13%. Confrontado com o emprego que foi destruído nesta legislatura, o que deixa o saldo em mais de 200 mil postos de trabalho destruídos, Portas não hesitou em culpar o PS por essa situação.

 

"Depois do resgate e daquela recessão, não era possível que o desemprego não aumentasse nos países que caíram na bancarrota", começou por explicar. "A questão está em saber qual é a tendência. Ela é mais positiva que negativa. Nos últimos dois anos criaram-se 175 mil postos de trabalho", enfatizou. Portas deixou ainda um aviso à oposição: "recomendaria a que nenhum líder político desprezasse ou menorizasse os postos de trabalho criados".

 

Porém, confrontado pela jornalista Clara de Sousa com os empregos que foram destruídos nos primeiros anos da legislatura, Portas elegeu um culpado: o PS e o anterior Executivo liderado por José Sócrates. "Responsabilizo quem trouxe o resgate, memorando e recessão a Portugal por aquilo que aconteceu do ponto de vista do emprego", atirou.

 

O líder do partido mais pequeno da coligação esforçou-se por mostrar que está a par do drama social associado ao desemprego. "Para mim, os desempregados não são números, são pessoas, à volta das quais existem famílias. Ter um filho, um irmão ou um pai desempregado não afecta só a pessoa, afecta o todo familiar", sustentou. Depois voltou a socorrer-se dos números: "a única coisa relevante é que o desemprego chegou a estar em 17,5% e está agora na casa dos 13%".

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