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Paulo Portas: Legitimidade do Governo é reforçada pelo chumbo da moção de censura

O ministro dos Negócios Estrangeiros acredita que a Assembleia da República deu esta quinta-feira “um sinal inequívoco de estabilidade e confiança” ao Governo. A moção de censura acabou por ser uma moção de confiança que reforça a legitimidade do Executivo, diz Paulo Portas.

Bruno Simão/Negócios
Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 18 de Julho de 2013 às 18:39
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Paulo Portas realizou, tal como no debate do Estado da Nação, a última intervenção do Governo na discussão da moção de censura apresentada pelos Verdes. Com os votos contra da maioria PSD e CDS/PP a moção será chumbada e, no entender do ministro dos Negócios Estrangeiros, este resultado tem três consequências. Em primeiro lugar, a “legitimidade democrática do Governo sai reforçada”, defendeu Paulo Portas.

 

“A opção do Parlamento é clara. Daqui sai um sinal inequívoco de estabilidade e confiança”, acrescentou o líder do CDS/PP, acrescentando, por último, que a moção de censura acabou por ser uma moção de confiança ao Governo.

 

Paulo Portas criticou os pedidos de eleições antecipadas, feitos pelos Verdes, Bloco de Esquerda e PCP, afirmando que realizar um acto eleitoral “quando já passaram dois terços do programa [de ajuda externa] é correr o risco de perder o que já foi adquirido sem garantia de ganhar o futuro”.   

 

Paulo Portas iniciou o seu discurso afirmando que não iria falar sobre o processo de diálogo que está a decorrer entre o PS, PSD e CDS. “Não acredito em negociações de megafone porque elas devem decorrer de boa-fé à mesa das negociações”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros.

 

Antes da intervenção de Paulo Portas, Heloísa Apolónia tinha acusado o ministro dos Negócios Estrangeiros de não se “sujeitar ao contraditório na Assembleia da República. É um ministro que não consegue esclarecer e que está de consciência pesada”.

 

“Este Governo não existe e não está normal. Os Verdes insistem que para clarificar a situação do País temos que dar a palavra ao povo”, defendeu, mais uma vez, a deputada dos Verdes.

 

Paulo Portas criticou ainda os Verdes e o PCP por afirmarem que a moção de censura foi rejeitada no Parlamento mas aprovada nas ruas. “Se esta moção de censura fosse votada lá fora, seria aprovada”, disse a Heloísa Apolónia. Já o deputado comunista afirmou que a “moção de censura pode não passar [na Assembleia da República] mas o Governo já foi derrotado pelo povo”.

 

“Felizmente, o protesto é legítimo e a rua é livre. Mas a legitimidade das urnas é a legitimidade democrática”, disse Paulo Portas em resposta aos dois deputados. “Já não há conselho da revolução. Há Assembleia da República. Não há resultados oficiais aqui dentro e oficiosos lá fora. Mas sem compreenderem essa diferença não conseguirão compreender o funcionamento do nosso sistema democrático”, concluiu Paulo Portas.

 

(Notícia actualizada às 18h57)  

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