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Paulo Portas: "Pago o preço por ter revogado o irrevogável"

A demissão irrevogável, a relação com Pedro Passos Coelho e o futuro da liderança do CDS foram alguns dos temas abordados na entrevista de Paulo Portas à SIC, esta terça-feira, 21 de Julho.

Paulo Duarte
Liliana Borges LilianaBorges@negocios.pt 21 de Julho de 2015 às 22:34
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O vice-primeiro-ministro foi entrevistado esta terça-feira, 21 de Julho, pela SIC, onde foi questionado sobre a sua relação com Maria Luísa Albuquerque, a sua posição irrevogável em 2013, a sua relação com o primeiro-ministro e o futuro na liderança do CDS.

Paulo Portas começou por classificar a relação com a ministra das Finanças de "muito boa e bem-disposta". O líder do CDS assumiu "um erro de avaliação" no Verão 2013 e garante que os problemas foram esclarecidos, justificando que na altura se viu "forçado a tomar uma atitude, que foi o pedido de demissão".

"Disse que era irrevogável e revoguei. Hoje pago o preço em termos de compreensão por ter feito essa revogação", assume. Paulo Portas garante que depois do episódio o Governo "ficou mais coeso" e "teve mais respostas para a reforma económica", sublinhando que o mais importante foi ter chegado a um acordo de compromisso.

"Para mim a questão central era a questão económica", disse o vice-primeiro-ministro, reforçando que o Governo "soube resolver essa segunda fase da legislatura". Portas sublinhou também que esta maioria é a primeira coligação que se recandidata a eleições em conjunto.

Antevendo para Portugal um futuro de "normalidade", quer na vida dos reformados, quer na dos contribuintes ou até mesmo nas pessoas à procura de emprego, não deixa de sublinhar "o risco desta situação voltar atrás".

Sobre o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, Portas disse ter confiança, não apenas no líder do Governo, mas na "política que desenvolvemos e que permitiu a Portugal viver os próximos quatro anos com mais esperança". Paulo Portas recusou falar em cenários que o afastem do PSD, repetindo várias vezes que o objectivo é a maioria e é por ela que vai "lutar".

Costa devia assumir o que correu mal em 2011

Portas acusou António Costa de não fazer nenhuma revisão crítica sobre o que aconteceu em 2011 e de não ter delineado uma fronteira entre o socialismo democrático e a esquerda extremista no caso da Grécia, após a vitória do Syriza, o que segundo Portas levou os portugueses a perguntar o que aconteceria se o PS estivesse no Governo. Para o número dois do Executivo, Portugal não tem qualquer interesse em associar-se à situação grega.

O deputado do CDS disse ainda que vê "o PS a disparar o défice, pondo a dívida 10 pontos acima da proposta do PSD e do CDS", decisão que irá esbarrar com "as regras europeias" gerando "um risco de perda de confiança, de competitividade" o que poderá atrasar investimento e consequentemente um risco de viabilidade.

Sobre as promessas do partido socialista de "devolver tudo num abrir e fechar de olhos", Portas alerta que vivemos sobre as regras da União Europeia."Se o défice for acima de 3%, Bruxelas dirá para cortar a despesa, porque não pode estar a fazer medidas de reposição ou recuperação se descontrolar o défice".

Já a respeito da futura liderança do partido, Portas disse gostar de "cumprir" os "mandatos e compromissos", sem avançar com qualquer possível sucessor para a liderança do CDS.

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