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Paulo Portas: PS não cumpriu os pré-requisitos exigidos pelo Presidente

O líder do CDS-PP foi ainda mais duro que Passos Coelho na avaliação da possibilidade de um governo PS. À saída da reunião com o Presidente da República, Paulo Portas argumentou que não foi apresentado um projecto “sólido”.

Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 20 de Novembro de 2015 às 14:12
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"A responsabilidade pela degradação da situação política deve-se exclusiva e nitidamente a uma opção não anunciada aos eleitores. Subverte o resultado eleitoral, impede a coligação vencedora de governar e depois, cinicamente, anuncia que tem mais para dar do que a coligação tinha para oferecer", afirmou. "Para o CDS, [o Governo do PS] pode ser matematicamente viável, mas será sempre politicamente ilegítimo."

Paulo Portas usou exactamente a mesma frase utilizada horas antes por Passos Coelho para descrever a iniciativa da esquerda: o PS quer "substituir uma maioria relativa por uma minoria". Foi também muito crítico sobre o acordo alcançado entre PS, BE, PCP e PEV. "O PS não apresentou um projecto sólido. Basta consultar os documentos para concluir que não há coligação, não há acordo. São três documentos diferentes, não há sequer uma assinatura conjunta. Não anunciada nada de bom", acrescentou.

Em concreto, o presidente do CDS notou que não existe "confiança" porque os acordos não incluem garantias sobre o que fazer em situações de moções de censura ou de confiança, não existe "estabilidade" porque não se garante a aprovação dos orçamentos de estado. Também "não há solidez nem coerência porque as questões essenciais na União Europeia e na NATO não estão previstas".

"A nosso ver, compete ao Presidente da República verificar a sustentabilidade deste mero projecto negativo. Nem nos parece que o líder do PS tenha apresentado o que disse que iria ter, nem que o pré-requisitos [exigidos pelo Presidente] tenham sido cumpridos", sublinhou.

Ainda assim, Paulo Portas garantiu que respeitará a opção de Cavaco Silva, "quer concordando quer discordando da decisão que venha a tomar". "O poder de indigitação, nos termos da nossa Constituição, é um poder livre e não sindicável. O Chefe de Estado em Portugal tem legitimidade própria. Não são aceitáveis tentativas de apoucamento. É um poder livre."

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