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Paulo Portas "muito orgulhoso" com postura dos portugueses

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, afirmou-se hoje "muito orgulhoso" pela forma como os portugueses têm enfrentado a crise, numa intervenção numa conferência internacional em Berlim.

Lusa 18 de Setembro de 2012 às 19:29
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"Estou muito orgulhoso da postura dos portugueses, e vamos conseguir resultados", disse Portas no painel de encerramento da conferência "O valor da Europa", em que participou a convite do seu homólogo alemão, Guido Westerwelle.

O MNE português disse também que "são necessárias soluções europeias para resolver um problema europeu, e que só uma reacção a nível europeu aumentará a confiança. As lições do passado mostraram, porém, que para poder avançar a Europa tem de estar unida”, advertiu Portas.

"Foi assim que sempre progredimos, hoje os argumentos para a Europa se unir são tão importantes como eram há 60 anos", acrescentou o ministro português.

Westerwelle, por seu turno, começou por elogiar a presença de Paulo Portas na conferência, tendo em conta a situação que se vive em Portugal. "É de enaltecer a sua presença aqui, porque sabemos que a discussão no seu País é muito difícil, que há muitos protestos", disse o chefe da diplomacia alemã.

Referindo-se depois à Europa, Westerwelle sublinhou a necessidade de aprofundar os mecanismos de integração europeus, transferindo competências nacionais para a União, mas reconheceu que este processo "precisa de tempo".

Westerwelle afirmou que é preciso convencer todos os responsáveis políticos a não desistir do ideal europeu, mas defendeu também que "não se deve bloquear" a vontade de alguns países de avançarem mais rapidamente na integração, nem a de países que queiram abandonar o projecto comum, disse o ministro alemão.

Os dois ministros realçaram ainda as vantagens de a União Europeia ter países com um historial de relações com outros continentes, e Westerwelle lembrou que Portugal, "apesar de ser um país pequeno", tem relações especiais com a América Latina, com a África e com a Ásia que podem ser desenvolvidas para superar os desafios da globalização.

"Este pano de fundo, é importante para definirmos uma nova política externa europeia, e sermos o maior 'global player' do mundo", sugeriu Paulo Portas.

Num outro painel da conferência participou também o deputado socialista Pedro Delgado Alves, que contestou a eficiência das medidas de austeridade tomadas em Portugal e dos seus prazos, mas sublinhou também a vontade dos portugueses de ultrapassar a crise.

Em Portugal "há motivos para corrigir o rumo que tomámos, mas não para o mudar", disse o deputado do PS.
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