Política PCP responsabiliza Cavaco e PS e volta a defender eleições antecipadas

PCP responsabiliza Cavaco e PS e volta a defender eleições antecipadas

O secretário-geral do PCP responsabilizou este sábado o Presidente da República pelo "arrastamento" da crise política para "salvar" um Governo "ilegítimo", reiterou a necessidade de eleições antecipadas e voltou a incitar o PS a abraçar uma "política de esquerda".
PCP responsabiliza Cavaco e PS e volta a defender eleições antecipadas
Correio da Manhã
Negócios 20 de julho de 2013 às 14:43

"Após uma intervenção que só acrescentou crise à crise, o Presidente assume, mais do que antes, a inteira responsabilidade de todas as consequências do prosseguimento da acção do Governo e do rumo para o abismo económico e social", afirmou Jerónimo de Sousa, na sede comunista, em Lisboa.

 

Para o líder do PCP, "não há remodelações que disfarcem a falta de legitimidade de uma maioria e de um Governo que são já passado" e "não são aceitáveis mais manobras, chantagens e incitamentos ao medo".

 

"O PCP tem relações com o PS. Muitas vezes dizem que nós atacamos muito o PS. Não, eu acho que é importante, até para o povo português, clarificar esta questão. Estar a discutir lugares num governo futuro, fugindo à questão central que o povo português reclama que é um Governo para quê, para governar com quem e para quem?", continuou, sobre a hipótese de um eventual entendimento com os socialistas.

 

Jerónimo de Sousa defendeu "uma solução alternativa e governativa de esquerda para executar uma política concreta", além da "ampliação e fortalecimento da luta de massas, com todas as expressões que ela possa vir a assumir".

 

"O país precisa do PCP e da CDU, dos seus valores de trabalho, honestidade e competência, da sua entrega e dedicação aos interesses e aspirações dos trabalhadores e do povo, que tem no reforço da CDU, a começar nas eleições para autarquias locais, um importante momento para afirmar a sua determinação", disse.

 

As opções preconizadas pelo PCP passam por rejeitar o memorando de entendimento com a "troika", renegociar a dívida com os credores, defender e recuperar a produção nacional, revalorizar de salários e pensões de reforma, reorientar a política fiscal, com aumento da tributação ao "grande capital", e requalificar os serviços públicos.




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