Política PCP vota contra protesto pela detenção de jornalistas portugueses em Cuba

PCP vota contra protesto pela detenção de jornalistas portugueses em Cuba

O PSD apresentou no Parlamento um voto de protesto à detenção de três jornalistas portugueses em Cuba, durante as cerimónias fúnebres de Fidel Castro. PS e Bloco de Esquerda abstiveram-se, o PCP votou contra.
PCP vota contra protesto pela detenção de jornalistas portugueses em Cuba
Miguel Baltazar / Negócios
Bruno Simões 16 de dezembro de 2016 às 12:55

O PCP votou contra o voto de protesto do PSD que condena a detenção de três jornalistas portugueses em Cuba, durante as cerimónias fúnebres de Fidel Castro. A detenção dos três jornalistas, da SIC e do Expresso, foi noticiada no semanário da semana passada e ocorreu na manhã de 4 de Dezembro. O PSD diz que estas detenções "arbitrárias e de curta duração servem, ao que parece, apenas para intimidar" e mostram que o regime cubano não abandonou as "práticas opressivas e intimidatórias".

 

Esta manhã, no final da sessão plenária da Assembleia da República, o voto de protesto recebeu votos contra dos deputados do PCP e d’Os Verdes. Já o PS e o Bloco de Esquerda abstiveram-se. As bancadas do PCP, PS e Bloco de Esquerda apresentaram declarações de voto.

 

A favor votaram o PSD, o CDS e o PAN.

 

De acordo com o Expresso, os jornalistas portugueses foram detidos na madrugada de 4 de Dezembro, quando se preparavam para acompanhar o final da vigília que decorria na Praça da Revolução, e o último cortejo em que os cubanos podiam participar. "Minutos depois de sair da casa onde estávamos hospedados encontrámo-nos na insólita situação de detidos pela polícia cubana e obrigados a recorrer à diplomacia portuguesa", lê-se no texto incluído na última edição do Expresso, assinado pela enviada a Cuba, Cristina Margato.

 

"Foi nesse momento que percebemos a importância do telefonema que o dono da casa recebera já depois da meia-noite, e ao qual apenas respondera: ‘Três jornalistas portugueses, dois homens e uma mulher. Vão sair muito cedo’", prossegue o referido texto, intitulado "Cuba (pouco) livre".

 

"O regime cubano dá, desta forma, provas de não ter abandonado as práticas opressivas e intimidatórias sobre os seus cidadãos e mesmo sobre cidadãos estrangeiros que procuravam realizar o seu trabalho durante as cerimónias de homenagem a Fidel Castro", conclui o PSD.




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