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PCP defende que “não vai haver” pós-troika” porque política do Governo será a mesma

Jerónimo de Sousa afirma que o Governo “vai continuar” com a “mesma política social”, mesmo depois de concluído o actual programa de resgate. Sobre a indicação do PSD de introduzir uma "política de rendimentos associada à produtividade da economia", o líder do PCP defende que se tem de olhar para a produtividade não pela redução salarial mas sim de custos como a energia ou os transportes.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 08 de Abril de 2014 às 19:18
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“Não vai haver um período do pós-troika”. A garantia de Jerónimo de Sousa é a de que o tudo vai permanecer intacto. “No essencial, as mesmas orientações, a mesma política social, vão continuar”, garantiu o líder comunista.

 

A ideia “mais forte” que Jerónimo de Sousa retirou do encontro que teve com o primeiro-ministro esta terça-feira, que se reuniu com todos os partidos políticos à excepção do PS (com quem já se tinha encontrado há duas semanas), é a de que o “Governo, no essencial, visa prosseguir e aprofundar a mesma política” que "conduziu" Portugal à actual situação social.

 

Segundo o dirigente do Partido Comunista Português, o final do período de resgate, período que se iniciou com a assinatura do “memorando de entendimento” a que sempre chamou de “pacto de agressão”, é, por isso, “meramente formal”.

 

Sobre a ideia de consenso para o período que se seguirá, Jerónimo de Sousa recusou qualquer entendimento caso a política seguida for a mesma. “O PCP combaterá com todas as forças esta política que está a desgraçar os portugueses”, declarou, acrescentando que é “inaceitável” aceitar a redução de pensões, de salários e uma elevada carga fiscal sobre as famílias e os pequenos empresários. “Para apelar a essa paz [social] que, no fundo, traduziria o conformismo não contem com o PCP”, concluiu.

 

Produtividade é sempre vista “pelo lado dos custos do trabalho”

 

Relativamente à ideia descrita por Marco António Costa de debater uma subida do salário mínimo dentro de uma “política de rendimentos associada à produtividade da economia”, Jerónimo de Sousa afirmou que é essa a visão do Governo: “olhar a produtividade e a competitividade pelo lado dos custos do trabalho”.

 

“Nunca reclamam em relação a outros custos ou factores de produção, como a energia, os combustíveis, os transportes, que hoje sufocam muitas empresas portuguesas. Para aí, nenhuma palavra”, acusou o líder comunista, dizendo que o problema da competitividade não está nos salários mas sim nesses outros factores.

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