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PCP fará "tudo" para evitar novo resgate e mostra abertura para viabilizar OE

O líder do PCP garante que o partido tem uma posição "séria e construtiva" sobre o Orçamento do Estado para o próximo ano.

Ana Brígida/Negócios
Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 13 de Setembro de 2016 às 13:26
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O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP) afirmou nesta terça-feira, 13 de Setembro, que o partido fará "tudo" para evitar que Portugal perca o acesso aos mercados financeiros e seja forçado a pedir um novo empréstimo internacional aos países europeus e ao FMI.


Questionado sobre se as declarações do ministro das Finanças sobre o risco de novo resgate o deixaram preocupado, Jerónimo de Sousa começou por dizer que não quer substituir-se ao governo – "ao governo o que é do governo, que terá de responder por si" -,  mas acabou por garantir : "Tudo faremos para que esse caminho não se repita". "Daremos combate a qualquer ideia de retrocesso, porque está bem presente na memória dos portugueses esses quatro anos de pacto de agressão", argumentou.

Mário Centeno disse nesta semana à cadeia de televisão norte-americana CNBC que evitar um novo resgate "é a minha principal tarefa". "O compromisso que temos na frente orçamental e na redução da despesa pública é precisamente nessa direcção", acrescentou.

Falando à saída de um encontro com o primeiro-ministro António Costa, que está a receber em São Bento os líderes partidários como é hábito em véspera de cimeiras europeias, Jerónimo de Sousa foi ainda questionado sobre se apoiará o próximo Orçamento do Estado.

"Está muito clara a nossa disponibilidade para examinar o conteúdo concreto e esse processo está em curso, mas ainda não há uma proposta concreta", começou por dizer, antes de afirmar que as medidas de reposição de rendimento devem ser aprofundadas em 2017 porque são "claramente insuficientes" e de garantir que o partido tem uma posição "séria e construtiva" sobre a matéria. "Esta é uma encruzilhada em que temos de decidir avançar ou voltar para terás. A nossa posição é séria e construtiva".

Jerónimo de Sousa disse ainda que não há dificuldades no diálogo com o governo. As dificuldades, disse, vêm da União Europeia "que não quer este caminho, quer que voltemos para trás". "As dificuldades que o governo encontra são as imposições e os constrangimentos da política do euro que nos impedem de alcançar o grande objectivo que é o investimento e o desenvolvimento". "Não se deve ceder aos chantagistas. Deixem Portugal em paz e desenvolver-se", acrescentou.

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