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Pires de Lima diz que "não é simpático" governar com intervenção directa da troika

O ministro da Economia, António Pires de Lima, afirmou esta terça-feira, em Sevilha, que "não é simpático governar" com a intervenção directa de credores e que a presença da troika em Portugal acelerou ajustes que também multiplicaram um custo social.

Pedro Elias/Negócios
Lusa 14 de Abril de 2015 às 10:54
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"Foi muito importante deixar há quase um ano o resgate, não é simpático governar com a intervenção directa dos credores, porque há uma presença permanente que é intrusiva", afirmou Pires de Lima no Foro Joly, um fórum de debate empresarial realizado na Andaluzia, no qual participam cerca de 250 empresários portugueses e espanhóis e representantes institucionais.

 

O ministro da Economia português justificou ainda que a intervenção da troika implicou avaliações e discussões, "em que no final há um caminho que implica cedência para que cada uma dessas avaliações tenham um resultado positivo".

 

"A intervenção da troika acelerou um conjunto de ajustes que também multiplicaram um custo social", acrescentou Pires de Lima, durante o momento de respostas a perguntas dos empresários presentes na audiência.

 

O governante lembrou que Portugal "estava comprometido com o memorando [celebrado com a troika]" e frisou a importância do seu cumprimento para a recuperação da credibilidade do país e a obtenção de avaliações positivas.

 

"A partir do momento em que assinas o memorando, a margem de liberdade é o que é", disse.

 

Do ponto de vista social, Pires de Lima afirmou que Portugal sofreu muito com a evolução do desemprego, mas acrescentou que, "a partir o momento em que a economia entrou em desenvolvimento, foram criados 134 mil empregos nos últimos meses".

 

Além disso, estimou um crescimento da economia portuguesa nos próximos dois/três anos em torno dos 3%.

 

Durante o evento, Pires de Lima foi ainda questionado sobre o interesse de bancos espanhóis na compra do Novo Banco, mas foi peremptório na resposta: "O Banco de Portugal é que vai decidir, não é o Governo. Há vários candidatos e o banco Santander e o La Caixa são duas entidades que são bem-vindas neste investimento".

 

O ministro da Economia português sublinhou a importância da recuperação da estabilidade do Novo Banco com a entrada de um novo accionista.

 

António Pires de Lima está hoje em Sevilha, Espanha, para promover as trocas comerciais e o investimento entre Portugal e Andaluzia, onde terá ainda hoje mais encontros com empresários portugueses e espanhóis.

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