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Portas: CGD tem formas de resolver o problema se tiver de pagar parte da factura do Novo Banco

Paulo Portas deu esta quinta-feira uma entrevista à TVI, onde acusou o PS de estar "arrependido" da proposta apresentada para a Segurança Social e defendeu o sistema de resolução que está a ser aplicado ao Novo Banco.

Paulo Duarte
Liliana Borges LilianaBorges@negocios.pt 03 de Setembro de 2015 às 23:29
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O líder do CDS, Paulo Portas, criticou esta quinta-feira, 3 de Setembro, a forma de acção do Banco de Portugal e da CMVM, falou do plafonamento da segurança social e abordou a crise dos refugiados. Na entrevista que aconteceu no programa "Tenho uma pergunta para si", Paulo Portas não adiantou o que acontecerá se a coligação Portugal à Frente perder as eleições.

Paulo Portas condenou a acção do Banco de Portugal e da CMVM a propósito dos lesados do antigo Banco Espírito Santo (BES), acusando os reguladores de tentarem "passar a culpa uns para os outros", quando "deviam estar sentados à mesa a analisar caso a caso e a separar o trigo do joio", destacando que é preciso fazer distinções, porque uma coisa são investimentos de risco e outra são "eventuais casos de aproveitamento e manipulação das pessoas.

"Exigia-se mais respeito pela natureza das suas funções e menor espírito de capelinha com cada um a defender o seu perímetro", acusa Portas. No entanto, o líder do CDS não deixou de reconhecer que a postura do Banco de Portugal no processo de inquérito ao BES foi diferente da mostrada relativamente ao BPN. Para o vice-primeiro-ministro português "o fundamental é que o banco seja vendido em condições".

"A crise que aconteceu no Banco Espírito Santo foi um assunto muito sério no sistema financeiro português", disse o líder governamental, acrescentando que ainda hoje Portugal está a pagar o que aconteceu com o BPN. "Com uma nacionalização como aconteceu com o BPN, a factura vai para o contribuinte. No sistema de resolução é diferente: quem responde são os accionistas e depois o remanescente cabe ao sistema financeiro. O contribuinte é poupado", afirmou Portas.

Quando confrontado com a participação de 25% na factura da Caixa Geral de Depósitos (CGD) se o Novo Banco for vendido abaixo dos 4,9 milhões de euros, Paulo Portas justificou que a CGD "não é imune ao sistema financeiro", mas que "tem várias formas de resolver o problema".

Paulo Portas descreveu ainda a proposta de plafonamento da Segurança Social da coligação como "moderadíssima" e que "recorreu ao modelo apresentado pelo Governo de António Guterres" no "Livro Branco da Segurança Social". Portas acusou o partido de António Costa de estar "arrependido" do modelo apresentado. "A proposta começou por sugerir 8 pontos de queda abrupta da Taxa Social Única (TSU), depois passou para 4 e todos os dias inventam uma maneira de tentar compensar o buraco que criaram, a última invenção foi pôr as portagens a financiarem a Segurança Social", criticou.

"O PS apresentou um modelo fechado. No actual sistema de pensões é o trabalhador de hoje que paga a pensão de hoje". Para Portas, a proposta do PS de corte na TSU cria um problema nas pensões, "desaparecendo 9 mil milhões ou 14 mil milhões de euros", consoante as contas que se façam.

"Há uma equação fundamental: temos cada vez menos activos a pagar e cada vez mais anos para pagar porque a esperança média de vida aumentou", sublinha. "Não fazer nada é convidar os jovens de agora a ter a convicção, e provavelmente razão, de que não terão pensão digna anos mais tarde", alertou, reforçando que entre "os dois modelos diferentes em cima da mesa" o modelo da maioria é "o mais moderado de todos". "Há uma espécie de pensão máxima no futuro e, em coerência e por justiça, também há um limite nas contribuições", explicou Portas.

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