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Portas responde ao FMI: "Portugal sabe bem o que quer"

O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, afirmou, em Vila Nova de Famalicão, que Portugal "sabe bem o que quer" e que "as escolhas do Governo português estão certas", respondendo assim às críticas do FMI.

Pedro Elias/Negócios
Lusa 31 de Janeiro de 2015 às 10:43
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"Respeitamos as críticas de certas entidades, mas Portugal sabe bem o que quer, aprendeu com os erros do passado e ganhou por mérito próprio o direito de fazer escolhas em liberdade e com soberania", referiu.

 

Falando em Famalicão, onde participou, na qualidade de presidente do CDS-PP, num jantar promovido pela Juventude Centrista, Portas sublinhou que "as escolhas do Governo português estão certas".

 

"Permitam apenas dar um exemplo: alguns técnicos do FMI sempre quiseram medidas a meu ver radicais em matéria de leis do trabalho. O Governo português sempre defendeu posições flexíveis, mas razoáveis, baseadas num compromisso entre empregadores e trabalhadores. Vamos ver quem tem razão: o desemprego em Portugal desceu de 17,7% para 13,4%", afirmou.

 

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que a recuperação económica de Portugal abrandou nos últimos seis meses, considerando que o crescimento do país está a ser prejudicado por uma agenda de reformas que ficou por acabar.

 

No relatório sobre a primeira monitorização pós-programa de ajustamento português, divulgado na sexta-feira, a instituição liderada por Christine Lagarde afirma que as perspectivas de crescimento económico no curto prazo "são menos fortes" e que o ritmo de recuperação "abrandou".

 

Além disso, sublinha o FMI, "o momento das reformas e do ajustamento orçamental parece ter enfraquecido nos últimos seis meses" e, apesar das medidas que foram tomadas durante o Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF), a "agenda [de reformas] por acabar é substancial".

 

"É curioso que aqueles que tanto criticaram o FMI agora se colem aos relatórios do FMI para criticar o Governo", disse ainda Paulo Portas.

 

Numa intervenção perante mais de 600 pessoas, Portas, afirmou que o Governo vai trabalhar para que o défice fique pela primeira vez abaixo dos 3% e Portugal tenha direito "às regras flexíveis agora determinadas pela Comissão Europeia".

 

"Vamos aproveitar o Plano Juncker para estimular mais a economia. Vamos aproveitar a decisão do BCE que injecta liquidez na economia porque podemos aproveitar, porque somos um país cumpridor. Não nos vamos meter em aventuras que não sabemos onde terminam", sublinhou.

 

Em relação à Grécia, Portas reafirmou que Portugal não vai pôr em risco a melhoria do salário mínimo, as taxas juro a 2,5%, a recuperação dos salários dos funcionários públicos, o crescimento económico e a redução do desemprego "só para fazer solidariedade internacionalista com o Syriza".

 

"Respeito, mas eu não sou grego, sou português. Os outros que ponham tudo isso em risco. Já nos atiraram para o precipício, não me admira nada que o façam outra vez", rematou.

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