Política Portugueses menos optimistas quanto à evolução da economia no médio prazo

Portugueses menos optimistas quanto à evolução da economia no médio prazo

As opiniões dos portugueses acentuam a divisão quanto ao estado da economia dentro de um ano. Já na perspectiva para os próximos três anos, os optimistas perdem vantagem.
Portugueses menos optimistas quanto à evolução da economia no médio prazo
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 16 de agosto de 2016 às 08:30

A percentagem de inquiridos que considera que a economia portuguesa vai estar melhor dentro de um ano melhorou ligeiramente em Julho face a Abril, mas as perspectivas para os próximos três anos levam os portugueses a refrearem o seu entusiasmo quanto à evolução económica do país no médio prazo.

 

De acordo com uma sondagem "Percepção da evolução da economia Portuguesa", realizada entre os passados dias 15 e 17 de Julho pela Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã, 31,1% dos 606 portugueses inquiridos consideram que a economia nacional estará pior daqui a um ano, contra 30,4% que acreditam que a situação melhorará. Mais de um terço – 34,5% - não vê alterações e espera assim que a situação fique igual.

 

Os valores mostram os inquiridos relativamente mais optimistas em relação à economia no espaço de um ano, aumentando de 28,4% em Abril (data do último inquérito) para 30,4% os que acreditam num melhor desempenho até Julho de 2017. Mas também a percentagem de pessoas que antecipam uma situação pior aumentou em três meses: de 30,3% para 31,1%.

 

A três anos, os que acreditam numa situação melhor evidenciam-se no resultado deste inquérito: 45,5% dizem que Portugal estará melhor nesse período, contra 26% que acreditam que a economia do país terá uma performance pior do que a actual.

 

Ainda assim, os optimistas perdem vantagem em relação aos resultados de Abril, altura em que praticamente metade - 49% - acreditavam que dentro de três anos a situação estaria melhor. A percentagem de pessimistas também aumentou ligeiramente, passando de 25,1% para 26% daqueles que antecipam um comportamento negativo da economia.

 

É entre os eleitores que dizem votar PS que se encontram os inquiridos mais optimistas com a situação daqui a um ano (50,3% dos votantes socialistas) e três anos (65,2%). Inversamente, é no campo do PSD e do CDS que se encontra maior descrença: 59,6% dos que dizem ir votar PSD e 54,6% dos que afirmam votar nos centristas acreditam que a situação dentro de um ano será pior. A três anos, a percentagem junto dos partidos da oposição reduz-se: 45,2% dos eleitores social-democratas perspectivam uma economia pior, tal como o esperam 41% dos centristas.

 

Os eleitores comunistas apresentam-se mais optimistas no curto prazo do que os bloquistas – 65,5% acham que a situação será melhor que a actual, contra 37,7% dos eleitores do BE -, mas a três anos os simpatizantes de ambas as forças que suportam o Governo consideram com maiorias superiores a 60% que a economia nacional estará em melhor forma. Percentagens que, no entanto, devem ser lidas a mero título indicativo devido ao valor muito reduzido das respectivas bases, refere a sondagem.

 

O estudo de opinião foi realizado entre 15 e 17 de Julho, numa altura em que se debatia a possibilidade de a Comissão Europeia vir a propor a aplicação de sanções pecuniárias a Portugal pelo não cumprimento da meta de défice entre 2013 e 2015, algo que Bruxelas acabou por não recomendar.

 

O inquérito compreendeu 606 entrevistas efectivas feitas a eleitores possuidores de telefone fixo no lar ou de telemóvel. O resultado da sondagem tem uma margem de erro de 4%.

Ficha técnica Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidores de telemóvel.

Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 606 entrevistas efectivas: 284 a homens e 322 a mulheres; 53 no Interior Norte Centro, 77 no Litoral Norte, 109 na Área Metropolitana do Porto, 119 no Litoral Centro, 170 na Área Metropolitana de Lisboa e 78 no Sul e Ilhas; 110 em aldeias, 157 em vilas e 339 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

 

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 15 a 17 de Julho de 2016, com uma taxa de resposta de 81,9%.

 

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 606 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%).

 

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.




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