Política Primeiro-ministro convoca gabinete de crise para acompanhar greve  

Primeiro-ministro convoca gabinete de crise para acompanhar greve  

António Costa vai estar reunido com vários membros do seu governo este sábado de manhã em São Bento, avança a RTP.  
Primeiro-ministro convoca gabinete de crise para acompanhar greve   
Negócios 09 de agosto de 2019 às 19:17

O primeiro-ministro António Costa convocou o gabinete de crise para este sábado de manhã, para acompanhar a greve dos motoristas de matérias perigosas e mercadorias, que está prevista para segunda-feira, 12 de agosto.

 

De acordo com a RTP, a reunião está marcada para as 10:00 no palácio de São Bento.

 

Segundo a estação pública, António Costa chamou os ministros que estão envolvidos neste processo: o ministro do Trabalho Vieira da Silva; o ministro do Ambiente, José Matos Fernandes; Augusto Santos Silva, ministros dos Negócios Estrangeiros; Eduardo cabrita, ministro da Administração Interna e ainda João Gomes Cravinho, ministro da Defesa. O secretário de Estado das infraestruturas também marcará presença.

Segundo o Expresso, o gabinete vai receber em permanência a avaliação de cada área com o objetivo de perceber a evolução da situação, sendo que o primeiro-ministro estará particularmente atento a qualquer eventual escalar de tensões. O objetivo passa por garantir que todo o plano de contingência está preparado e que os serviços públicos decretados vão mesmo ser cumpridos.

Fonte do gabinete do primeiro-ministro disse à Lusa que "esta reunião extraordinária, em São Bento, destina-se a coordenar os trabalhos do Governo para fazer face aos efeitos da greve dos motoristas que está prevista iniciar a partir das 00:00 de segunda-feira".

Crise energética

O Governo decidiu decretar a crise energética já a partir da meia-noite de sábado, dia 10 de agosto. O período de crise energética prologa-se até dia 21 de agosto às 23:59, sendo que o objetivo passa por garantir os abastecimentos energéticos essenciais à defesa, ao funcionamento do Estado e dos setores prioritários da economia, bem como a satisfação dos serviços essenciais de interesse público e das necessidades fundamentais da população.

 

Neste âmbito será ativada uma Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA) que abrange 341 postos para o público em geral (321 no Continente e 20 nas ilhas) e 54 para serviços prioritários. Dentro desta rede, haverá um conjunto de postos exclusivos apenas às entidades prioritárias.

Na REPA, os condutores particulares apenas poderão abastecer até 15 litros de combustível. O governo decidiu determinar que nos postos fora da rede prioritária, a REPA, os veículos ligeiros podem abastecer até 25 litros e os pesados até 100 litros.

O Governo garantiu que não vai abdicar dos instrumentos constitucionais previstos para travar a greve dos motoristas de matérias perigosas, sendo que a requisição civil será usada se os serviços mínimos não forem cumpridos, mas também se, até segunda-feira, houver necessidade.

"Espero que não seja necessária a requisição civil, mas na sequência do incumprimento de serviços mínimos naturalmente que será usada", afirmou o ministro Vieira da Silva. "E se antes disso existirem factos para a antecipar, o Governo, numa situação extrema, não abdica de nenhum instrumento constitucional", acrescentou. 


(notícia em atualização)

 




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