Política PS acusa Passos Coelho de discurso “profundamente radical”

PS acusa Passos Coelho de discurso “profundamente radical”

O secretário nacional do PS, Eurico Brilhante Dias, acusou hoje o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, de um discurso "profundamente radical" e de ser especialista em "fazer oposição à oposição".
PS acusa Passos Coelho de discurso “profundamente radical”
Lusa 02 de novembro de 2013 às 16:31

"Não há nenhum português que oiça aquelas palavras e que possa deduzir dessas palavras uma vontade genuína de entendimento", disse Eurico Brilhante Dias na sede do PS, em Lisboa, no dia seguinte a Passos Coelho ter defendido que um compromisso de médio e longo prazo que envolva os socialistas é essencial para o financiamento de Portugal e sugeriu que o atual discurso do PS assusta os mercados.

 

"Acha que algum português que ouviu esse discurso profundamente radical do primeiro-ministro pode querer mesmo acreditar que o primeiro-ministro quer algum entendimento?", interrogou o socialista.

 

O Governo, disse Brilhante Dias, "deixou de governar, passou apenas a fazer oposição à oposição, e em particular ao PS", o que, diz, se percebe: "este Governo governou nos últimos 28 meses contra os portugueses, contra os partidos da oposição, contra as propostas dos partidos da oposição", sustentou.

 

"Este governo é o Governo que nos últimos 28 meses se autopropôs um conjunto de objectivos: no défice falhou, na dívida falhou, no desemprego falhou. Enviou portugueses para a emigração, não cumpriu nenhum dos seus objectivos. Foge às suas responsabilidades e ataca a oposição e o PS", concretizou ainda o secretário nacional socialista.

 

Questionado sobre uma notícia de hoje do semanário Expresso, que diz que o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, irá enviar uma missiva ao secretário-geral socialista, António José Seguro, na procura de um consenso sobre diferentes matérias, Brilhante Dias diz que o PS não tem o hábito de "fazer política pelos jornais" e que ao largo do Rato não chegou nenhuma carta nesse sentido.

 

"Ao PS não chegou nenhuma carta. E todas as cartas, as que chegarem, terão naturalmente resposta. A sede parlamentar continua a sede da discussão das propostas para resolver problemas", declarou.

 

Num discurso de mais de uma hora, que terminou perto da meia-noite, o presidente do PSD e primeiro-ministro procurou na sexta-feira desmontar o que apelidou de "ideias mistificadoras" dos socialistas e, considerando que "aquilo que é hoje dito em Portugal pelo PS é muito escrutinado em termos externos", apelou para que a direcção de António José Seguro assegure o cumprimento dos compromissos assumidos por Portugal.

 

Passos Coelho referiu-se desta forma ao efeito do actual discurso PS nos mercados: "Quando o principal partido da oposição proclama aos quatro ventos que quando chegar ao Governo irá desfazer tudo aquilo que nós fizemos e acha que a única maneira é, no fundo, esperar que a Europa resolva o nosso problema, aqueles que nos emprestam dinheiro pensam 'bem, se naquele país as pessoas começam a ficar cansadas do caminho que está a ser seguido e há uma probabilidade de aquele partido ganhar as eleições, se calhar é melhor ser prudente e não pôr lá o nosso dinheiro'".




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