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PS atribui aos empresários mérito da recuperação da produção industrial

O PS atribuiu aos empresários o mérito da recuperação registada na produção industrial, acusando o Governo de ter falhado no apoio às empresas num quadro de "enorme dificuldade".

Miguel Baltazar
Lusa 12 de Agosto de 2015 às 19:17
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"Está a recuperar, mas não é por mérito deste Governo, que nada fez para apoiar os empresários", afirmou o cabeça de lista pelo círculo de Braga do PS, Manuel Caldeira Cabral, numa conferência de imprensa realizada esta quarta-feira na sede do partido, em Lisboa.

 

Acusando o executivo de maioria PSD/CDS-PP de ter falhado no apoio aos empresários, Manuel Caldeira Cabral sublinhou que se estes continuam a trabalhar e a produzir é por "mérito deles próprios".

 

Segundo dados divulgados esta manhã pelo Eurostat, a produção industrial cresceu 1,2% na zona euro em Junho, face ao mesmo mês de 2014, enquanto em Portugal subiu 2%, situando-se acima da média dos países que partilham a moeda única.

 

Manuel Caldeira Cabral reconheceu ser positiva qualquer subida nos números, gracejando, contudo, isso é tão "raro" que se percebe que o Governo venha fazer "uma grande festa". "Se comparar os números com os outros países da convergência, por exemplo com a Irlanda ou com a Espanha, vê que o crescimento foi muito menor em Portugal do que nesses países", notou, insistindo que apesar de ser bom existir uma recuperação, "seria muito melhor que se estivesse a recuperar mais".

 

Apesar disso, acrescentou, o que os números agora divulgados reflectem é que "as empresas continuam a lutar, mas continuam a lutar num quadro de enormes dificuldades que o actual Governo não está ainda a ajudar".

 

Durante a conferência de imprensa, o candidato do PS às próximas eleições legislativas foi questionado sobre a recente polémica com os 'outdoors' socialistas, mas escusou-se responder, argumentando que a conferência de imprensa não era sobre esse tema.

 

"Estou aqui como candidato e não como comentador e como candidato quero falar das políticas que temos e vincar muito a diferença dessas políticas que temos face às políticas da coligação", disse, considerando que é necessário "passar por cima desta espuma dos dias, destes 'fait-divers' e assumir que estas são eleições decisivas para o país".

 

Na conferência de imprensa, Manuel Caldeira Cabral falou longamente sobre algumas das propostas da coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP), nomeadamente para a segurança social, saúde e educação.

 

Recusando o "radicalismo liberal" das propostas da coligação para a segurança social, o candidato do PS antecipou um "rombo" de mais de 2 mil milhões de euros a prazo no sistema, caso o plafonamento proposto por PSD/CDS-PP se venha a concretizar. "É um rombo muito significativo ao qual o Governo e coligação não dá resposta como compensaria", disse Manuel Caldeira Cabral.

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