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PS exige levantamento do sigilo bancário, Passos rejeita fazer "striptease" das suas contas

António José Seguro considera que as explicações de Passos Coelho sobre as verbas que recebeu enquanto era deputado não chegam. É preciso que seja levantado o sigilo bancário, exige o líder do PS.

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Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 26 de Setembro de 2014 às 11:03
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"Só há uma solução para este caso: é o primeiro-ministro mostrar as suas contas e permitir que se levante o sigilo bancário para perceber que montantes entraram nas suas contas". Foi assim que o líder do PS reagiu esta manhã às explicações de Passos Coelho sobre a sua relação com a Tecnoforma. "Não basta a palavra, são precisos factos", acrescentou Seguro.

 

Logo no início da sua intervenção, Seguro tinha criticado Passos Coelho por este ter demorado "mais de uma semana para se pronunciar por este assunto".

 

Mas na resposta, Passos Coelho sublinhou que já tinha feito o que podia fazer. "Acha que porque há um senhor que vem fazer umas insinuações, que tem o direito de me vir exigir que esclareça perante a câmara as minhas contas bancárias? Trata-se de um direito que eu tenho, um direito fundamental, à reserva pessoal", justificou o primeiro-ministro.

 

"Se, de cada vez que alguém aparecer com insinuações eu tiver de fazer o ‘striptease’ das contas bancárias, para deleite dos leitores de jornais, senhor deputado, eu isso não faço", garantiu. "Mas reafirmo o que já disse: sempre estive disponível para colaborar e prestar todas as declarações à Procuradora-Geral da República sobre matéria que seja relevante para a PGR".

 

"O facto de colaborar com uma organização não-governamental, como colaborei com outras, como muitos outros deputados o fizeram também, e provavelmente ainda fazem porque não há nenhuma razão para que isso não aconteça, não me consta que paguem do seu bolso deslocações que possam ter que realizar", justificou. "Não se trata de rendimentos, não tenho nenhuma violação da situação de exclusividade em que estava no Parlamento", assegurou.

 

Seguro não desarma. "Faremos tudo, mas tudo, à nossa disposição para apurar toda a verdade. Volto a precisar: apurar a verdade", assegurou.

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