Política PS quer revisão dos escalões do IRS e também aumentos salariais

PS quer revisão dos escalões do IRS e também aumentos salariais

O líder parlamentar do PS, Carlos César, defendeu hoje que as prioridades do Governo até ao final da legislatura devem passar pela revisão dos escalões do IRS e pela melhoria dos rendimentos das famílias, também por via directa remuneratória.
PS quer revisão dos escalões do IRS e também aumentos salariais
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 26 de maio de 2017 às 11:58

De acordo com o presidente do Grupo Parlamentar do PS, o Governo socialista deve ter metas bem definidas nos próximos dois anos: "Alocar mais recursos e gerir com inteligência o investimento público na sequência da saída do Procedimento por Défice Excessivo, aproveitando também os fundos europeus, manter a trajectória das contas públicas e a reputação da gestão orçamental".

 

Carlos César falava na sessão de abertura do segundo e último dia das Jornadas Parlamentares do PS, num discurso com cerca de 25 minutos, o qual dedicou, na parte final, às prioridades do executivo em 2018 e 2019.

 

Ao mesmo tempo, para o presidente do PS, o Governo deve "aliviar no possível o excesso de carga fiscal sobre as pessoas, intervindo inclusive nos escalões de IRS, e continuar a melhorar rendimentos também por via directa remuneratória e pelas prestações sociais".

 

Além dos aumentos das prestações sociais e dos salários, Carlos César sustentou que o Governo deve "melhorar o Serviço Nacional de Saúde, diminuir as desigualdades e apostar em todas as dimensões de modernização e de eficiência competitiva".

 

Antes, o presidente do PS já tinha advertido que, apesar dos bons resultados macroeconómicos, "ninguém se pode esquecer que o país ainda regista muitas desigualdades, com cerca de 2,6 milhões de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social, atingindo 487 mil crianças e 468 mil idosos".

 

"Apesar da taxa de pobreza ou exclusão social ter diminuído em 2016, as nossas obrigações, como PS, como governantes ou como deputados - na administração central, regional, local ou na cidadania - estão longe de poderem abrandar", justificou o presidente do Grupo Parlamentar do PS.

 

 




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