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PS acelera: Costa pode apresentar já a lista de governantes e tomar posse até sexta

O líder parlamentar do PS, Carlos César, aplaudiu Cavaco Silva pela indicação de António Costa como primeiro-ministro. E explicou que o líder socialista pode apresentar já a lista de governantes e tomar posse até final da semana. O programa de Governo pode ser discutido no dia seguinte a ser empossado.

António Costa não vai discursar no debate do programa do Governo.
Miguel Baltazar/Negócios
Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 24 de Novembro de 2015 às 13:24
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O PS não quer perder mais tempo e vai acelerar os calendários para que o novo Governo socialista entre em funções o mais depressa possível. Foi essa a garantia que o líder parlamentar do PS, Carlos César, deu ao final desta manhã, instantes depois da indigitação de António Costa como primeiro-ministro. "Espero que ainda esta semana o Governo possa tomar posse, na próxima semana o programa do Governo venha a ser aprovado nesta Assembleia e um Governo de pleno direito possa dar início a um virar de página", assinalou Carlos César.

 

O líder da bancada socialista afirma que António Costa já "está em condições de apresentar o elenco governativo completo". Fonte oficial do PS revela que Costa já está a enviar convites para os futuros governantes. Depois de o novo Executivo tomar posse, algo que depende da Presidência da República, notou César, o PS "pode no mesmo dia ou no dia seguinte apresentar o programa de Governo". Recorde-se que o programa de Governo socialista "já foi aprovado na Comissão Nacional" do PS, com as alterações que resultam dos acordos firmados com o Bloco de Esquerda, o PCP e Os Verdes.

 

César disse registar "com muita satisfação a decisão do senhor Presidente da República de proceder à indigitação de António Costa como primeiro-ministro". Trata-se de "uma decisão que decorre do cumprimento da Constituição e também do conjunto de condições que foram criadas pelo PS com as negociações que envolveram o PCP, PEV e BE, e das quais resultaram a existência de acordos que dão sustentação, sustentabilidade e durabilidade à solução agora adoptada", afiançou.

 

Moção de confiança não está prevista

 

Carlos César revelou que não está previsto que o PS ou os seus parceiros avancem com uma moção de confiança ao novo Governo. "Não está previsto fazê-lo", embora esteja garantido que "será salvaguardada evidentemente a continuidade do Governo". A acontecer uma moção, "o Governo será reconfirmado por essa via". Porém, o que interessa agora é confirmar este virar de página".

 

Entre as prioridades do novo Governo está a "recuperação das condições de uma boa parte da população portuguesa que vive com grandes dificuldades", sendo essa a prioridade "que está na base deste conjunto de acordos que foram firmados". Nos planos do novo Executivo está ainda "apoiar a nossa economia empresarial, ao mesmo tempo que daremos continuidade ao cumprimos dos acordos internacionais que o Estado português detém".

 

O PS estará agora empenhado em ter o "melhor relacionamento institucional com todos os órgãos de soberania", incluindo com a Presidência da República. Questionado sobre se teme que Cavaco Silva coloque obstáculos ao novo Executivo, César diz confiar "no bom senso de todas as instituições e esta indigitação insere-se nesse bom senso que temos vindo a reclamar". "O que há a fazer é colocar mãos à obra, trabalhar e não privilegiar factores que atrapalhem essas boas relações", resumiu.

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