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PS acusa Cavaco de humilhar povo grego e agir como "delegado eleitoral" do PSD

O presidente do PS acusou hoje o Presidente da República de humilhar o povo grego ao proferir declarações que revelam pouco sentido de Estado, e ao mesmo tempo de agir como "um delegado eleitoral" do PSD.

Lusa 11 de Fevereiro de 2015 às 16:00
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"São declarações que procuram humilhar - por contrapartida de um comportamento do Governo português que o Presidente da República procura todos os dias elogiar - humilhar o povo grego e o Governo grego", afirmou o presidente do PS, Carlos César, numa declaração aos jornalistas na sede do partido, em Lisboa, numa reação aos comentários feitos esta manhã pelo Presidente da República sobre a situação grega.

 

À margem do X Congresso Nacional do Milho, o chefe de Estado Aníbal Cavaco Silva lembrou a solidariedade portuguesa para com a Grécia, que já representou a saída de muitos milhões de euros da "bolsa dos contribuintes portugueses" e fez votos para um entendimento daquele país com a Europa. O Presidente da República fez ainda um comentário sobre a antecipação do reembolso do Fundo Monetário Europeu do empréstimo concedido no âmbito do acordo com a 'troika', considerando que representou "um ganho para Portugal".

 

Lamentando que Cavaco Silva em todas as suas declarações públicas insista em colocar-se como "um delegado eleitoral do partido maioritário do Governo", o presidente socialista criticou a associação desta conduta "a um ataque" que procura "humilhar e desconsiderar países parceiros e amigos e os respectivos Governos".

 

"Dizer, como diz o senhor Presidente da República, que os portugueses devem ter consciência dos milhões com que estão a contribuir para o povo grego é esquecer que, se as autoridades dos países europeus na sua generalidade tivessem a mesma falta de sentido de Estado, poderiam dizer aos seus concidadãos o mesmo: 'os milhões com que a generalidade dos contribuintes e dos países europeus estiveram e estão a contribuir para Portugal'", sustentou.

 

Por isso, continuou, a declaração de Cavaco Silva é "injusta no plano europeu, desadequada no plano institucional e não corresponde à verdade" na avaliação que se tem de fazer do ponto de vista do interesse geral europeu.

 

"Uma humilhação e uma ruptura com a Grécia teria consequências muito graves no plano económico, no plano financeiro, no plano monetário, no plano geopolítico", acrescentou.

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