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PS acusa Governo de ter nomeado mais pessoas do que Executivos anteriores

O Governo liderado por Pedro Passos Coelho, durante os primeiros seis meses em funções, nomeou mais pessoas do que executivos anteriores, disse à agência Lusa o deputado do PS, José Junqueiro.

Lusa 16 de Janeiro de 2012 às 11:38
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"Este Governo, durante estes primeiros seis meses, nomeou mais pessoas do que governos anteriores, nomeadamente do que o Governo do PS", afirmou José Junqueiro, reagindo à divulgação do número de nomeações no site do executivo.

No seu site de Internet, o Governo contabiliza até hoje 1.682 nomeações, entre as quais 962 reconduções das mesmas pessoas nos cargos, números diferentes daqueles conseguidos com uma contagem baseada no Diário da República.

"Aquilo que tínhamos confirmado, que havia uma diferença entre o portal do Governo e o Diário da República, com claro prejuízo para a verdade, constata-se, e, portanto o Governo tenta emendar a mão", sublinhou o deputado socialista (na foto à esquerda).

O Executivo actualizou no domingo os dados das nomeações no Portal do Governo, garantindo que 77% destes casos se referem a reconduções e 23% a novas nomeações.

Segundo os dados actualizados no site, foram 1.682 as nomeações e reconduções feitas pelo Governo para os gabinetes dos ministros e dos secretários de Estado, para a administração directa e indirecta do Estado e para o sector empresarial do Estado.

José Junqueiro defendeu que nas nomeações efectuadas "na estrutura das empresas, na estrutura dos serviços, na estrutura do Estado, existiu uma preocupação por parte dos governos do PS".

O deputado lembrou os casos de Carlos Tavares, ex-ministro do PSD e presidente da CMVM, Faria de Oliveira, ex-ministro do PSD e presidente da Caixa Geral de Depósitos, e Carlos Costa, do Banco de Portugal.

"Estas pessoas foram indicadas durante os governos de maioria absoluta e de maioria relativa do PS exactamente porque (o partido) não tem nenhum complexo em escolher pessoas de origens politicas diferentes ou independentes", assinalou José Junqueiro.

Segundo o deputado, "um governo de maioria absoluta não é um poder absoluto, um governo de maioria absoluta não pode fazer o que o PSD e o CDS estão a fazer que é fazer uma distribuição de uma espécie de espólio do Estado".

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