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PS considera que as divergências com o PSD são insanáveis, profundas e estruturais

O PS considerou esta quinta-feira que as suas divergências com o PSD são insanáveis, estruturais e profundas num quadro de "degradação política e económica" e sustentou que a única via possível passa pela realização de eleições antecipadas.

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Lusa 06 de Junho de 2013 às 12:47
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Esta foi a conclusão tirada por Alberto Martins, membro do Secretariado Nacional do PS, no final de uma reunião de cerca de uma hora com a direcção do PSD na sede nacional dos sociais-democratas.

 

De todas as reuniões que o PS teve esta semana com direcções de outros partidos, esta foi a mais rápida e também aquela que motivou declarações mais duras por parte da cúpula socialista.

 

"Em termos institucionais, o diálogo [com a direcção do PSD] foi correto e correu bem nesse sentido. As divergências entre PS e PSD são insanáveis, estruturais e profundas", sustentou Alberto Martins.

 

Segundo o ex-ministro dos governos de António Guterres e de José Sócrates, o PS está "em desacordo com a ditadura da austeridade" posta em prática pelo Governo.

 

"Entendemos que os problemas do emprego e do crescimento não são resolvidos com esta política, que está a provocar uma grande degradação social e até política. Fizemos sentir ao PSD que devem ser criadas condições para dar voz ao povo pela via de eleições para se pronunciar sobre a actual situação, que se caracteriza por uma extrema degradação de todos os índices, desde emprego, recessão, défice ou dívida. Todas as previsões não foram cumpridas pelo PSD", criticou o membro do Secretariado Nacional do PS.

 

De acordo com Alberto Martins, ao fim de dois anos de Governo liderado por Pedro Passos Coelho, "verifica-se uma incapacidade para resolver os problemas dos portugueses" e ao mesmo tempo "aumentou a situação de dependência" do país, "sem que se vislumbre qualquer possibilidade real de saída da crise".

 

"Transmitimos esta posição ao PSD, o PSD é o partido de Governo, é o partido responsável por essa situação. O PS defende uma política de ajustamento do memorando e de reorientação do processo de investimento e de consumo público, porque entende que o contrato social básico que está fundado na Constituição tem a ver com a vida das pessoas, com o rendimento dos cidadãos e com as condições essenciais de educação, saúde ou cultura", contrapôs o dirigente socialista.

 

Interrogado sobre a ausência do líder socialista, António José Seguro, o ex-ministro da Justiça referiu que na reunião com a direcção do PSD o PS fez-se representar por elementos do seu Secretariado Nacional.

 

"O princípio da representação é o princípio da reciprocidade protocolar. Foi isso que foi seguido", disse, numa alusão ao facto de o primeiro-ministro e presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, também não ter estado presente no encontro.

 

Na reunião, além de Alberto Martins, o PS fez-se representar pelos dirigentes Jorge Seguro Sanches, Mota Andrade e Sónia Sanfona.

 

A delegação do PSD foi liderada pelo coordenador da Comissão Política, Jorge Moreira da Silva, que esteve acompanhado por Teresa Leal Coelho, Nilza Sena e pelo secretário-geral, José Matos Rosa.

 

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