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PS inclina-se para congresso após presidenciais e debate soluções de Governo

A direcção do PS inclina-se para a marcação do congresso nacional para depois das eleições presidenciais e a principal questão hoje em discussão relaciona-se com a estratégia dos socialistas face ao Governo, PCP e Bloco de Esquerda.

O secretário-geral do PS garantiu que não iria demitir-se, apesar do partido não ter obtido os resultados a que se propôs.
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 06 de Outubro de 2015 às 21:44
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De acordo com fontes socialistas, estas duas questões foram objecto de discussão "detalhada" nas reuniões que o secretário-geral do PS, António Costa, teve ao longo desta tarde com os presidentes das federações e também com os futuros membros do Grupo Parlamentar do PS.

 

Presidentes de várias federações socialistas disseram à agência Lusa que a inclinação maioritária é para que o congresso do PS, antecedido de eleições directas para o cargo de secretário-geral, se realize após as eleições presidenciais, ou seja, a partir de Fevereiro de 2016.

 

Já na reunião com os deputados do PS, que antecedeu a da Comissão Política desta noite, vários deputados defenderam a tese de que os socialistas devem tentar dialogar com as forças à sua esquerda, PCP e Bloco de Esquerda, sobre uma eventual solução de Governo alternativa à da coligação PSD/CDS.

 

Esse entendimento, porém, é por quase todos encarado como sendo de difícil concretização, principalmente face às divergências entre o PS com o PCP e Bloco de Esquerda em matérias como a União Europeia e a NATO.

 

Outros deputados do PS entendem que o partido deve assumir-se como oposição "construtiva" e que compete à coligação PSD/CDS formar Governo. Esta linha estratégica, de resto, foi defendida hoje pelo eurodeputado socialista Francisco Assis em declarações à agência Lusa.

 

"Um grande partido como o PS não pode, em nenhuma circunstância, colocar-se numa situação de fragilidade perante as chantagens e as ameaças de outras forças partidárias à sua esquerda ou à sua direita. Nesta perspectiva, entendo que o PS deve assumir com clareza a liderança da oposição ao governo de direita, sem que isso signifique uma indisponibilidade de princípio para a viabilização dos instrumentos imprescindíveis à governação do país", advogou o cabeça de lista dos socialistas às eleições europeias de 2014. 

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