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PS: “Não tem sentido iniciar processos paralelos” com o Bloco de Esquerda

Partido liderado por Seguro acusa o Bloco de Esquerda e o PCP de “jogo partidário”, criticando os dois partidos por se terem colocado de parte do diálogo com vista ao “compromisso de salvação nacional” pedido pelo Presidente da República.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 16 de Julho de 2013 às 21:06
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O Partido Socialista deu uma nega à proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda, de discussão de programa de governo de esquerda com PS e PCP.

 

Num comunicado emitido pouco mais de uma hora depois de ter iniciado a reunião entre o PS e o Bloco de Esquerda, a pedido do partido liderado por João Semedo e Catarina Martins, o PS afirma que “não tem sentido iniciar processos paralelos”.

 

Começando por afirmar que “não recusa nenhum diálogo, nem excluiu nenhum partido nesse diálogo”, o PS lembra que foi o Bloco de Esquerda, e também o PCP, que se excluíram do diálogo em que defende que deveriam participar todos os partidos.

 

“Agora, em competição, cada um deles lança o seu processo. O PCP com a Intervenção Democrática, Os Verdes e o BE.  O BE com o PCP”, mas o “País dispensa este jogo partidário” e “PS não entra neste jogo partidário”, assegura os socialistas.

 

O PS participou esta terça-feira na terceira reunião com o PSD e o CDS, com vista à obtenção de um “compromisso de salvação nacional”, tal como solicitou o Presidente da República na comunicação que fez ao País.

 

Depois da reunião, o Bloco de Esquerda afirmou que os socialistas estarão mais inclinados a um entendimento com as forças do Governo do que para uma solução governativa de esquerda.

 

O comunicado do PS responde já a esta visão, afirmando que o “PS assume por inteiro todas as suas responsabilidades”, sendo que “censurou este Governo em Abril, vai voltar a fazê-lo esta quinta-feira”.

 

“Para o PS o que está em causa não é salvar este Governo que tem os dias contados”, acrescenta o partido, lembrando que “dialogou com os partidos por sua iniciativa, em Junho deste ano, e continuará todos os diálogos as vezes que forem necessárias”.

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