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PS recusa ser “fiador interno e externo de política de catástrofe nacional”

Jorge Lacão afirmou que os socialistas são o partido do consenso, mas não do consenso que o Governo pede. O ex-ministro de José Sócrates incitou o PS a procurar o consenso.

"É normal que o Presidente queira conhecer a posição de todos os partidos políticos"
Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 27 de Abril de 2013 às 17:07
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“O PS é por natureza o partido do consenso. Sim, nós queremos e praticamos um consenso fundamental que faz funcionar a democracia, respeitando a legitimidade dos seus órgãos, a separação de poderes”, garantiu Jorge Lacão, ex-ministro dos Assuntos Parlamentares de José Sócrates.

 

Contudo, “não confundimos o consenso na defesa da democracia, da Constituição, do diálogo social e credibilidade do Estado com o papel para o qual nos querem lançar, para que fôssemos nós os fiadores internos e externos de uma política de catástrofe nacional”, avisou Lacão, num recado dirigido ao Governo. “Há dois anos, foram os que agora nos pretendem amarrar aos resultados da sua má política que assumiram essa má política”, relembrou.

 

Criticando o facto de os jardins de São Bento e de Belém terem ficado fechados no dia 25 de Abril, Lacão afirmou que “o isolacionismo e o medo subiu à cabeça dos nossos governantes”. Essa foi a “mais eloquente metáfora acerca do isolamento da direita portuguesa: enquanto o povo desfilava nas avenidas, os jardins de São Bento e Belém fechavam a porta”. “Aqueles que confundem pessoas com os números e entendem que a folha de Excel é algo que se pode comparar a quem tem vida”, se não souberem fazer essa distinção, “cedo ou tarde isolam-se do povo”.

 

Cabe, assim, ao PS oferecer um caminho de saída. “Se esse programa [de Governo], muito para além do memorando original, nos está a atirar para um beco sem saída, só há uma solução política: é pelas mãos do PS que urge criar um novo e verdadeiro consenso nacional”, destacou. É o PS “que deve procurar o máximo de convergências, e hão-de ser aqueles que não se quiserem rever no nosso projecto e rumo que se hão-de afastar”, garantiu.

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