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PSD aprova expulsão de Capucho e outros “militantes rebeldes”

O Conselho de Jurisdição do PSD confirmou a expulsão, há muito anunciada, de vários militantes sociais-democratas, entre os quais figuras históricas do partido como é o caso de um dos fundadores, António Capucho.

Pedro Elias/Negócios
David Santiago dsantiago@negocios.pt 11 de Fevereiro de 2014 às 21:04
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Contactado pela agência Lusa, João Calvão da Silva disse que na reunião de hoje do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD foram apreciados os casos de militantes que integraram listas adversárias do partido em Cascais e Sintra, entre os quais António Capucho, "confirmando-se a declaração da cessação da inscrição" desses militantes.

 

O presidente do Conselho de Jurisdição (CJ), Calvão da Silva, já tinha avisado antes da reunião deste órgão, em declarações ao “Expresso”, que não haveria “atenuantes possíveis” para o caso de António Capucho, um histórico do PSD, pelo que o afastamento do antigo presidente da câmara de Cascais é apenas a confirmação de algo há muito anunciado.

 

A expulsão de vários militantes, entre os quais estão algumas figuras de proa dos sociais-democratas, era esperada e foi esta terça-feira confirmada na reunião do CJ.

 

Ao mesmo tempo que se sabia quais seriam os militantes expulsos, também era do domínio público que personalidades como Miguel Veiga, fundador do partido, Rui Rio, anterior presidente da câmara do Porto, Paulo Rangel, eurodeputado, Valente de Oliveira e Arlindo Cunha, ex-ministros do PSD, não fariam parte do processo de purga social-democrata. Todos estes casos tinham em comum o facto de terem apoiado projectos, nas autárquicas de 29 de Setembro, que defrontavam candidaturas do PSD.

 

O CJ só analisaria, como se veio a confirmar, nomes que constassem das listas, enviadas para as autarquias e para os tribunais, de mandatários e subscritores de candidaturas, o que deixou de fora todos aqueles que se limitaram a demonstrar publicamente apoio a candidatos que concorreram contra o PSD.

 

A expulsão do fundador do PSD, António Capucho, decorre da candidatura à Assembleia Municipal da câmara de Sintra pelo movimento “Sintrenses com Marco Almeida” que acabou por terminar em segundo lugar, mesmo assim à frente da candidatura do PSD protagonizada por Pedro Pinto. Marco Almeida que se candidatou a Sintra também foi expulso, situação que o próprio candidato esperava.

 

Recorde-se que António Capucho mantém divergências com a actual direcção do PSD e com a própria distrital de Lisboa do partido. Ainda antes das autárquicas, Capucho dizia ao Negócios considerar que a “distrital e a direcção do PSD são uma seita”, revelando, na altura, “não estar preocupado” com uma eventual expulsão do partido que ajudou a fundar.

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